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O Artista – Quando as crenças estão submetidas à paixão
PublishNews, 11/06/2014
Todo mundo deve ter lido algo a respeito da polêmica acerca das edições adaptadas de Machado de Assis, projeto criado pela escritora Patrícia Secco

Ganhador do Oscar de melhor filme em 2012 (o primeiro de uma produção francesa da história do prêmio), e mais dois: melhor diretor e melhor ator, o filme em PB e mudo numa época em que a sétima arte tenta se reinventar a partir de caríssimas tecnologias, O artista foi a grande surpresa da festa daquele ano.

A história se passa numa versão de Hollywood dos anos de 1920 e conta o momento em que o cinema recebe o avanço da sonorização, alavancando novos astros, decretando o fim de uma era do cinema e levando à decadência os que não conseguiram se adaptar à inovação.

George Valentim, personagem interpretador por Jean Dujardin, era o grande astro da época: com seu sorriso iluminado e olhar sedutor, transformou-se num mestre da arte de comunicar sem falas, até que a indústria começa a testar a inclusão de voz nos filmes. Ele acreditava que aquele avanço tiraria toda a beleza e arte do cinema, mas também estava inseguro. No terreno do cinema mudo ele reinava, mas agora, todos os grandes produtores queriam testar o cinema falado.

Valentim tentou frear o avanço do som, mas logo foi vencido pela indústria,


então decidiu passar a produzir seus próprios filmes. Para fazer uma nova película, financiou do próprio bolso, gastando toda a fortuna que acumulou no decorrer dos anos. Seu filme concorria agora com a atenção da novidade sonora e produções faladas, mesmo protagonizadas por atores ainda desconhecidos, levaram sua tentativa ao fracasso, e então foi à bancarrota.

O filme continua. Não se trata de uma história triste, mas é até aqui que eu

gostaria de citar para ilustrar um momento bom de discutir literatura. Fiz sobre o filme alguns apontamentos que gostaria de compartilhar.

Porque o astro não quis incorporar o som em seus novos filmes?

Porque achava que perderia parte do acervo teatral para o qual estava mais preparado. E, para isso, decidiu até investir sozinho como ator e produtor ao mesmo tempo, ignorando o que o público queria. Estava cego, apaixonado por uma ideia e tentando prová-la a qualquer custo.

Porque os produtores queriam incluir som em seus novos filmes?

Porque a novidade indicava um desejo do público em ouvir as histórias de modo mais natural. O cinema não era mudo por opção, era por falta de tecnologia. E os produtores viam o interesse vívido de mais público por uma história falada.

Parece irônico apresentar um filme sobre a decadência do cinema mudo com um filme vencedor de três Oscars. E mais porque o tema de hoje é a sacralização do passado e a consequente tendência dessa ideia ao fracasso, porque ela inclui uma tentativa da não renovação. Mas é o que vou tentar.

O paradoxo de Valentim e o mercado editorial

Todo mundo ligado na área editorial deve ter lido algo a respeito da polêmica acerca das edições adaptadas de Machado de Assis nas últimas semanas, projeto criado pela escritora Patrícia Secco. Sem entrar em sua defesa, porque Patrícia não é nova no mercado e tem um trabalho social para mostrar, o melhor que aconteceu foi levantar essa discussão toda. Certa vez, quando criei uma série de mashups de obras literárias, recebi uma série de vaias de críticos, e um jornalista de Blog escreveu: “quando toda a massa de críticos se opõe violentamente a uma proposta literária, devemos prestar atenção: alguma coisa boa pode estar surgindo”. Não vou dizer se uma obra é boa ou ruim, mas sei que a discussão, essa sim, é ótima. Há muita gente que desconhece a realidade fora dos grandes centros e das escolas particulares. E que, quando gente inteligente, escolada, educada escreve de forma irracional, beirando desequilíbrio, contra uma proposta que tem mais pontos positivos que negativos, algo grande e importante pode estar surgindo e não estamos enxergando.Esperei algumas semanas passarem para tratar desse assunto por dois motivos: (1) evitar que as paixões continuassem a interferir nas opiniões que povoam o nosso cotidiano e (2) reunir os pontos centrais dos contrários a ideia deste projeto, para apresentar contrapontos.

O projeto angariou recursos para distribuir gratuitamente 600 mil livros em escolas de periferia por todo o país. Era para ser uma ação de grande alcance social, mas logo na primeira matéria foi tratada como escândalo. Os jornalistas usaram expressões como simplificar, macular, mastigar, reescrever, alguns sugeriram cadeia para ela, entre outras, para criticar o seu trabalho, e quase todas mostraram um único exemplo de simplificação de palavra proposto pela equipe de Patrícia: “sagacidade” por “esperteza”. Claro. Não eram a matérias isentas, mas editorialistas.

A matéria ainda duvidou da capacidade de adaptação da equipe de Patrícia. Esperava ter nomes famosos para a execução do projeto, como se isso garantisse um padrão de qualidade excelente, e num trabalho que não teve por interesse atingir os leitores de alta literatura.

O caso me pareceu em alguns aspectos como o que aconteceu com a divulgação bombástica dos dados da pesquisa do IPEA sobre o estupro: todo mundo saiu para tomar uma posição sem refletir sobre o que exatamente se tratava a pesquisa e os critérios de interpretação dos dados – boa parte da polêmica apaixonada foi por terra diante da retificação feito pelo IPEA.

No caso da adaptação dos livros, a crítica contrária foi numericamente gigantesca em relação aos parcos apoios. E a causa maior da leitura, da apresentação de um autor como Machado distribuído gratuitamente para crianças, algo que poderia seria tratado com louvor, foi alvo de uma avalanche de críticas e assolou todos os meios de comunicação, de redes sociais a comentários das dezenas de matérias que circularam por todos os jornais. Houve quem assinasse um manifesto para proibir a edição adaptada – que já conta com 10 mil inscritos. Duas exceções dentre os grandes veículos foram as colunas do Danilo Venticinque, da Revista Época, e uma matéria do Estadão que apresentou críticos favoráveis.

Tentei então coletar os motivos das principais críticas encontradas em jornais, revistas e redes sociais para testá-las e, em vez de me debruçar sobre cada suposição, e apresentar um contexto lógico das principais críticas.

1 - O trabalho que ela fez não é adaptação.

O que é uma adaptação? É adaptar algo. Neste caso, um livro adulto para uma criança com baixa escolarização.

Muitos disseram que o que foi feito era diferente de uma adaptação e houve até quem dissesse que um texto de Machado não deveria ser adaptado. É justo respeitar uma opinião, assim como se deve respeitar a liberdade de outrem ter outra ideia e fazer algo diferente.

Outras formas de adaptação: tradução. Qualquer livro em português de autor internacional é uma adaptação, com seus sinônimos para as palavras originais. Resumir, focar num público juvenil, infantil, de quadrinhos são versões de adaptações.

A adaptação está presente em nosso cotidiano desde a criação do mundo, porque foi do olhar de alguém, ou da tradição oral, passada por gerações, que temos tudo. Bíblia e todos os textos sagrados, documentos literários históricos e suas versões feitas pelos copistas etc. Inclusive, o texto mais sagrado para o mundo ocidental, tem sua versão “para os dias de hoje”, porque teólogos perceberam em algum momento que fazer as pessoas lerem a Bíblia era mais importante que usar a palavra mais próxima do original de sua época, que ainda seria um sinônimo. É possível que muitos leitores desta coluna que conheçam a música Monte Castelo, do Legião Urbana, possivelmente encontrarão em suas Bíblias versos diferentes daqueles cantados por Renato Russo, pois a tradução de João Ferreira de Almeida possui a versão corrigida e revisada e a revista e atualizada, em que “caridade”, por exemplo, passou a se chamar “amor. Até o início dos anos 1980, as traduções no Brasil não eram alvo de muito estudo, debate crítico e, não raras vezes, o que se consumiu foram traduções medianas de grandes clássicos e, em geral, traduzidas sempre do Inglês.

Além disso, em todos os países do mundo antigo, seus autores mais clássicos têm versões de suas obras simplificadas tanto para ensinar seus idiomas a não falantes quanto a crianças – ou alguém acredita ter lido a tradução mais fidedigna da edição original dos irmãos Grimm na infância?

Com isso chego a outro ponto levantado:

2 - O risco de empobrecimento da linguagem

Durante as críticas, foi afirmado que adaptações e as versões populares poderiam prejudicar a formação cultural de nossos estudantes.

Se até os anos 1980 grande parte de nossas traduções não era ótima - quase todas produzidas a partir do inglês, independente do idioma original - e isso formou os maiores intelectuais do país, porque agora iriam prejudicar leitores em formação? Quem leu clássicos internacionais nos anos 1980 ficou com sequelas disso, com um vocabulário inferior? Acho que não.

Mas para quem estas obras do projeto se dirigem? Para crianças. Faça o teste sem refletir muito: qual o sinônimo de “sagacidade”, o termo que foi escolhido do projeto de Patrícia, alvo da crítica central sobre a adaptação de Machado?

Todo mundo responderá “acuidade”, “discernimento”, “agudeza” e, especialmente, “ESPERTEZA”. Fiz esse teste com mais de 30 pessoas do meio editorial e “esperteza” foi, varrido, o termo escolhido para a troca. Ouvi críticos dizendo que sagacidade é uma palavra que carrega outros sentidos... Mas novamente estamos invertendo os pesos e esquecendo o objetivo da proposta. Se há um termo difícil de definir, entre nós, adultos, não vamos exigir que leitores jovens, em formação, fiquem com o dicionário ao lado. Outro mito amplamente difundido, mas que não conheço um adulto que continue uma leitura por prazer, se tiver de consultar o dicionário a cada grupo de páginas. Ah! Mas se não se entende e pode usar um dicionário, não é isso o que o projeto de Patrícia propôs? E, se seguíssemos esse princípio purista, de só permitir o melhor, deveríamos passar a nos preocupar com a formação dos professores. Num país em que muitos dão aulas a jovens em ensino médio que mal sabem ler, e os próprios mestres, com parcos recursos culturais, essa exigência toda parece uma bobagem.

3 – Uso da lei de incentivos e outras.

Sobre o projeto, houve quem reclamasse pelo uso das leis de incentivo cultural. Até hoje as leis de incentivo foram usadas para diversos livros e espetáculos voltados às classes A e B, por que a gritaria pelo uso para um projeto como esse? Esse projeto não elimina a versão oficial; nem mesmo trata-se de uma compra governamental. É um projeto social em que recursos que iriam para os bolsos governamentais voltam para a população e diferente de toda a pressão contra ele não obriga a lê-lo quem preferir o original.

4 - Temos uma nação de leitores para que valha a pena dificultar a leitura ou é o contrário?

Foram com clássicos adultos que a maior parte das crianças e jovens aprendeu a gostar de ler ou foram com adaptações, gibis e títulos infantis e juvenis que falavam a linguagem da criança e do adolescente? E não é sedutora a ideia de que se possa fazer isso - ler com prazer, sem muitas dificuldades-, na fase infanto-juvenil por meio de obras clássicas?

Penso que falta nos colocarmos no lugar da criança, algo que raramente é feito. É por esse motivo que clássicos adultos estão obrigatórios no ensino. Na infância de muita gente, eu incluído, ler era uma obrigação, e todos respeitávamos essa obrigação. Hoje temos dois problemas: há um tanto de distrações para a leitura e as crianças não se sentem mais obrigadas a fazer algo que não gostam. Elas escolhem roupas, brinquedos, programas de TV, onde vão estudar, passar férias, porque não poderiam escolher o que vão ler?

E se não dermos escolhas, elas vão educadamente atender a imposições e ler os clássicos? Ou devemos impor que só podem ler se for no original?

5 - Uma celeuma como essa me faz pensar que a ideia de ditadura e censura está em nosso sangue.

Dizer o que os outros devem fazer, como devem fazer parece uma regra moral e ainda muito presente no mundo intelectual. Uma raiz forte da crítica, a meu ver, se prende a um aspecto curioso. O sentimento de sacralidade de nossa língua e nossos autores clássicos. Machado seria, nesse campo, intocável. Era o bruxo das palavras e tocar em seu texto é algo inadmissível.

Mas o que é preferível: que ele seja lido em adaptações ou nunca lido? Pergunte para pessoas que moram em periferia e tem até o ensino médio, ou uma recepcionista, uma caixa, um taxista, se leram alguma obra de Machado de Assis. E quantas gostaram.

Outro fato que me chamou a atenção é a mania de interferir no gosto do outro, como meio de submissão a um grupo de crenças. E isso acontece a cada momento, não só na literatura. Mas o que está por trás dessas escolhas? Não se busca a verdade, mas apenas afirmar uma ideologia.

Vejamos: Nas entrevistas em eleições, em vez de traçarem um perfil administrativo de um candidato a presidente, governador ou prefeito, e conhecerem seus projetos de gestão pública e de estadista, que perguntas são feitas? Se acredita em Deus, se tem religião, se é casado, se usou drogas. Que tipo de perguntas são essas? Ou ainda, como esse tipo de informação indicaria que ele será um bom governante? Não seria mais importante medir a capacidade de administrar e a ausência de denúncias de corrupção? Porque transformar o direito individual num motivo de execração quando isso pouco interfere se comparado ao exercício anterior de cargo político? Eu penso que são perguntas de tão mau gosto e com um sentido desviante da verdade que deveriam ser abolidas. E o pior é que a corrupção passa a ser menos relevante.

O mesmo desvio argumentativo fomentou a polêmica em questão. Precisamos nos fixar nas questões importantes. A Educação é mais importante que a vírgula. E por isso mesmo foi triste ver os discursos das pessoas convidadas a opinar.

O projeto não é voltado para crianças de periferia? Porque é importante ouvir doutores em Literatura das maiores universidades do país que nada produzem para o acesso de novos leitores? É como perguntar a homens brancos se mulheres e negros têm de ser tratados com igualdade.

Alguém reparou que ninguém foi ouvir as crianças, jovens e adultos que são o público alvo desse projeto? E os professores das escolas de periferia que tem de lidar com o analfabetismo funcional que esses doutores parecem ignorar. Isso não é nivelar por baixo, mas um mínimo de didática. Que as pessoas possam primeiro aprender a ler, gostar de ler, antes de escolher ler um clássico.

O que me fez voltar a esse assunto foi a passionalidade com que muitos agiram na crítica. Quem puder observar os comentários em cada uma dessas matérias dos jornais na web verá que 97% das pessoas eram gravemente contra, e agressivas.

Algumas vezes, percebo que quando abordo a necessidade de uma literatura de acesso parece que estou destituindo o valor da alta literatura (e das pessoas que amam), mas não é isso. Escrevo aqui porque sinto que muitas vezes a nossa classe cultural age seguidamente de modo elitista, excludente. Muitos se tornaram leitores clássicos com muita dificuldade e defendem hoje que a dificuldade continue. Uma larga cultura nem sempre produz um grande pensador. A capacidade de raciocinar pode ser gravemente ferida pela paixão, pelo conjunto de crenças e valores que nos construíram. Percebo que é bastante difícil mudar isso em nós, mas devemos expor sempre nossas crenças à lógica, senão vira fé cega, e o erro mora ao lado.

Acredito que devem haver tantas opções quantos grupos de pessoas dispostas a ler. Machado não é uma religião xiita. Quanto mais inserirmos os textos dele suas versões no cotidiano das pessoas e colocarmos disponível em todos os lugares, meios, ou públicos, mais relevante ele se tornará. E isso não destrói sua obra, o contrário. E sua versão original continuará a ser lida e tratada como especial dentre todas as outras. E nossa Cultura ganha com isso.

Se quiser escrever algum comentário, será um prazer recebê-lo, pois aprendo sempre com visões de áreas diversas. Escreva em meu blog: www.faroeditorial.wordpress.com

Pedro Almeida é jornalista e professor de literatura, com curso de Marketing pela Universidade de Berkeley. Autor de diversos livros, dentre eles alguns ligados aos animais, uma de suas paixões, trabalha no mercado editorial há 20 anos. Foi publisher em editoras como Ediouro, Novo Conceito, LeYa e Lafonte. Atualmente inicia uma nova etapa de sua carreira, lançando a própria editora: Faro Editorial.

Sua coluna traz exemplos recolhidos do cinema que ajudam a entender como funciona o mercado editorial na prática. Como é o trabalho de um ghost writer? O que está em jogo na hora de contratar um original? Como transformar um autor em um best-seller? Muitas dessas questões tão corriqueiras para um editor são o pano de fundo de alguns filmes que já passaram pelas nossas vidas. Quem quer trabalhar no mercado editorial encontrará nesses filmes algumas lições importantes. Quem já trabalha terá com quem “dividir o isolamento”, um dos estigmas dos editores de livros. Pedro Almeida coleciona alguns exemplos e vai comentá-los uma vez por mês.

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