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O Bom, o Mau e o Freela
PublishNews, 30/11/2011
O Bom, o Mau e o Freela

Da mesma forma que em trabalhos fixos, o freela sempre encontrará clientes bons e maus (e tudo o que existe entre esses dois extremos). Dos que pagam bem aos que não pagam, dos prazos indecentes aos prazos de mãe, dos pedidos de alterações estranhas aos e-mails de parabéns, e por aí vai. O freela tem que se virar para manter uma atitude profissional diante de ambos.

É muito difícil para um freela recusar trabalho, mesmo que o prazo seja insano ou que o valor não seja tão bom, pois nunca se sabe quando o mercado vai virar e se daqui a alguns meses faltará coisas para fazer. Por outro lado, como já falei aqui, não adianta abraçar o mundo e não conseguir entregar nem no prazo e nem com qualidade – desse jeito, o mau será você.

Se está começando, você provavelmente terá que se sujeitar a alguns prazos mais malucos e a pagamentos menores. Isso é normal, mas tudo tem um limite. Alguns clientes têm prazos impossíveis e querem pagar um preço muito abaixo do valor de mercado para quem está iniciando. Pesquise antes de aceitar: se você não valorizar seu próprio trabalho e o ramo que escolheu para trabalhar, ninguém o fará.

Depois de um tempo estabelecido, é possível começar a formar uma base de clientes de confiança que valorizam seu trabalho e com os quais você acabará trabalhando mais regularmente, mas lembre-se que a confiança é uma via de mão dupla e que você também deve conquistar a confiança do cliente.

Sempre há muitos fatores envolvidos quando se rotula alguém de “bom” ou “mau”. Às vezes, o cliente não paga tão bem, mas dá um belo prazo e uma quantidade de trabalhos que não acaba; às vezes, o prazo é bem curto, mas o cliente pagará um extra pela urgência. Sempre há casos e casos.

O mais importante em tudo isso é sempre conversar abertamente, não ter medo de perguntar tudo o que quer saber, negociar, discutir prazos e saber dizer “não” quando necessário. O combinado não é caro e a sinceridade, em geral, é a coisa mais apreciada em uma relação de trabalho (ou deveria ser).

Se alguém ficar melindrado depois de você explicar por que não pode (ou não quer) pegar um trabalho, sinto muito, mas talvez esse cliente não seja alguém com quem você queira trabalhar. O problema é que a reciproca também é verdadeira.

Cassius Medauar (@cassiusmedauar) é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e está no mercado editorial há quase vinte anos, tendo trabalhado como editor na Conrad, Pixel e Ediouro, além de também ter passado pela editora Abril. Fanático por quadrinhos, cultura pop em geral e esportes, trabalhou como tradutor e jornalista freelancer durante alguns anos, tendo traduzido Beber, Jogar e F@#er, O vendedor de armas, a série Dexter, Um otimista incorrigível (biografia de Michael Fox) e Cicatrizes (HQ), entre outros. Atualmente, é Gerente de Conteúdo da Editora JBC, onde é o responsável pela linha de mangás e HQs da editora. Sua coluna mensal agora aborda principalmente o mercado de quadrinhos, mas assuntos como mercado geek, trabalho freelancer, surfe e futebol podem marcar presença.

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