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Os quadrinhos e as feiras de livros
PublishNews, Cassius Medauar, 24/05/2019
Em sua coluna, Cassius Medauar fala sobre a importância de se estreitar os laços entre o mercado livreiro e de HQs

Sempre se vendeu HQs em Feiras de Livro. As Bienais são um bom exemplo. Mas, em meio a atual crise econômica e, especialmente, de distribuição, as editoras começaram a descobrir que a venda direta é um ótimo caminho neste cenário difícil e, juntamente com eventos específicos de quadrinhos, as Feiras de Livro podem ajudar bastante.

Aqui um parêntese sobre o mercado de quadrinhos brasileiro. Muitos autores independentes e editoras pequenas, desde sempre, basicamente sobrevivem por causa da venda em eventos e em suas lojas virtuais, ou seja, claro que já se sabia que vendas diretas eram fundamentais. Algumas editoras, inclusive, nem sofreram com a crise das grandes livrarias porque nem conseguiam vender nessas livrarias antes.

Várias dessas pequenas editoras já participavam de feiras de livro, e com bons resultados. Com a crise, especialmente a partir de 2018, outras editoras de HQs passaram a apostar suas fichas nessa nova frente e o retorno tem sido bem interessante, não apenas para as editoras, como também para as próprias feiras, editoras de livros e, é claro, os leitores.

As editoras de HQs estão conseguindo atingir uma parte do seu público que não estava mais conseguindo encontrar seus lançamentos. Já os leitores conseguem comprar HQs com grandes descontos, pois muitas dessas feiras chegam a ter regras de descontos de no mínimo 50%. E as feiras em si e as editoras de livros que delas participam também ganham, pois leitores que normalmente não frequentariam esses eventos acabam atraídos e, sem dúvida, gastam também com livros.

É claro que nem tudo são flores. A maior parte das editoras está em SP e acabo falando da presença em feiras em São Paulo. As pessoas nem sempre entendem o quão custoso é para uma editora participar de um evento fora do seu estado, e por causa desses custos (logística, pessoal, etc), raramente se vê isso acontecer. Mas com as condições e negociações certas, as editoras podem estudar ir para outros estados. Ou ainda fazer um acordo com uma loja parceira na cidade para que esta a represente.

O resumo da ópera é que não sabemos bem quais serão os novos modelos de negócio entre editoras e livrarias e nem quem sobreviverá á crise, mas a venda direta é um dos caminhos já sendo bem pavimentados, portanto é hora de prestigiarmos cada vez mais os eventos de livros e estreitarmos os laços entre mercado livreiro e de HQs. É um cenário onde todos ganham.

Cassius Medauar (@cassiusmedauar) é formado em Jornalismo pela Cásper Líbero e está no mercado editorial há quase vinte anos, tendo trabalhado como editor na Conrad, Pixel e Ediouro, além de também ter passado pela editora Abril. Fanático por quadrinhos, cultura pop em geral e esportes, trabalhou como tradutor e jornalista freelancer durante alguns anos, tendo traduzido Beber, Jogar e F@#er, O vendedor de armas, a série Dexter, Um otimista incorrigível (biografia de Michael Fox) e Cicatrizes (HQ), entre outros. Atualmente, é Gerente de Conteúdo da Editora JBC, onde é o responsável pela linha de mangás e HQs da editora. Sua coluna mensal agora aborda principalmente o mercado de quadrinhos, mas assuntos como mercado geek, trabalho freelancer, surfe e futebol podem marcar presença.

Tags: Quadrinhos
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