
O projeto propõe a realização sistemática de atividades voltadas ao estímulo da leitura, da criação literária e da formação de novos leitores. Empresas que apoiarem a campanha poderão receber não apenas a visita dos agentes de leitura, mas também palestras para funcionários, ministradas pelos dois coordenadores do projeto.
A primeira etapa prevê a oferta de 15 vagas para um curso gratuito de formação de agentes de leitura. Serão quatro aulas de 3h cada, sendo duas on-line e duas presenciais, no Centro, na segunda quinzena de março. Interessados podem se inscrever pelas redes sociais do projeto.
Ao final, serão selecionados três participantes, que receberão bolsas mensais de R$ 1.000 para atuação, por quatro meses, em escolas, empresas e espaços públicos do Centro do Rio, sob coordenação profissional. As ações incluem saraus, contação de histórias, intervenções poéticas urbanas e círculos de leitura, totalizando 50 atividades por mês, com impacto direto estimado em cerca de três mil pessoas.
A proposta nasce da parceria entre o Instituto Caminhos da Palavra, entidade dedicada à promoção do livro e da leitura, e o Afluentes, espaço criativo no Centro do Rio que reúne encontros sobre cultura, coletividade e desenvolvimento pessoal. A iniciativa busca romper barreiras simbólicas que afastam o público dos livros e das manifestações literárias de oralidade.
Henrique Rodrigues, autor de 26 livros, gestor cultural há mais de duas décadas e colunista do PublishNews, diz que a ideia é apresentar a literatura como um tempo e espaço de troca, escuta e invenção. "Investir em agentes de cultura é, literalmente, o fundamento para que melhoremos os nossos péssimos índices de leitura. Essa é uma contribuição que tende a dar ótimos resultados, uma vez que não espera pessoas iniciadas procurarem a literatura, mas faz o movimento inverso: a arte da palavra vai até onde o povo está", provoca, em entrevista ao PN.
Para Claudia Roquette-Pinto, poeta reconhecida na cena literária brasileira, a leitura tem poder transformador. “Esse projeto nasce do desejo de plantar experiências que também contribuam para um processo amplo de tornar o Centro do Rio de Janeiro mais vivo e poético. Queremos colocar as leituras no centro das atenções”, conta, em nota enviada à imprensa.
A primeira fase do Leituras no Centro será realizada nos próximos meses. Na sequência, os idealizadores pretendem buscar patrocínios para a ampliação do projeto, com a formação de ao menos dez agentes de leitura, de modo que essas atividades se consolidem de forma permanente na vida cultural do Centro do Rio.






