Filme com Conceição Evaristo estreia no Festival de Cinema de Berlim
PublishNews, Redação, 19/01/2026
Longa da mesma produtora de 'Marte Um' acompanha um casal por cinco décadas, misturando drama, comédia e ficção científica

Escritora Conceição Evaristo estreia no cinema | © Divulgação
Escritora Conceição Evaristo estreia no cinema | © Divulgação
O longa-metragem Se eu fosse vivo... vivia, escrito e dirigido por André Novais Oliveira, integra a programação do Festival Internacional de Cinema de Berlim entre os dias 12 a 22 de fevereiro, um dos mais prestigiados eventos do calendário de premiações de cinema. Ambientada entre o Brasil dos anos 1970 e os dias atuais, a produção acompanha a história de Gilberto e Jacira (Conceição Evaristo), um casal que atravessa cinco décadas de vida em comum.

Quando Jacira é subitamente internada, Gilberto passa a vivenciar acontecimentos perturbadores — numa espiral que atravessa o tempo e o espaço — e que o conduzem a uma experiência profunda de memória e amor. O filme transita entre o drama íntimo, a comédia de costumes e elementos inesperados da ficção científica, mantendo o olhar sensível para o cotidiano, característica da obra de André Novais Oliveira.

Em Se eu fosse vivo... vivia, o cineasta busca aprofundar uma investigação pessoal e cinematográfica sobre o luto, a passagem do tempo e os mistérios da ausência, articulando elementos autobiográficos, fantasia e observação do cotidiano.

O longa marca a estreia da escritora Conceição Evaristo no cinema como a protagonista Jacira, ao lado de Norberto Novais Oliveira, pai do diretor. O elenco conta ainda com Jean Paulo Campos e Tainá Evaristo, que interpretam o casal em sua juventude, além de participações de Wilson Rabelo, Aisha Brunno, Demétrio Nascimento, Suellen Sampaio e Zora Santos.

Produzido pela Filmes de Plástico — mesma produtora do filme Marte um—, em coprodução com o Canal Brasil, e distribuído no Brasil pela Malute, o filme foi rodado em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, como Contagem, além de Itaúna, Matozinhos e Pedro Leopoldo. A produção utilizou diferentes suportes — digital 4K e película 16mm — e mobilizou mais de 350 profissionais diretamente.

Na equipe, estão a diretora de fotografia Leonor Teles, vencedora do Urso de Ouro em Berlim pelo curta A batalha de um batráquio; o diretor de arte Diogo Hayashi; a figurinista Diana Moreira; o premiado desenhista de som Pablo Lamar; e a trilha sonora original assinada pelo grupo Metá Metá. A montagem é dividida entre Gabriel Martins e o próprio André Novais Oliveira.

[19/01/2026 10:45:56]