
O texto foi escrito em 2012 e levou 13 anos até chegar às livrarias e ao palco. Segundo o autor, a dramaturgia nasceu da observação das tensões da vida contemporânea e passou por dois processos de captação de recursos antes de ser finalmente montada de forma independente. O enredo também foi submetido à análise de nove profissionais da saúde, entre psicólogos, psicanalistas e psiquiatras, e dialoga com ideias de diversos pensadores que atravessam a construção dramatúrgica.

Na trama, três personagens se encontram por acaso no telhado de um prédio de vinte andares, cada um decidido a tirar a própria vida. O encontro entre uma bailarina (Malu Falangola), um ator de TV (Raphael Najan) e um escritor (vivido pelo próprio Oscar Calixto) desencadeia uma série de diálogos filosóficos e existenciais que exploram temas como exaustão emocional, fragilidade humana e a fronteira entre sanidade e colapso social.
Com direção de Daniel Dias da Silva e Anderson Cunha, o espetáculo mistura humor, poesia e drama para tratar de questões sensíveis ligadas aos transtornos mentais, em especial o Transtorno de Personalidade Limítrofe, também conhecido como borderline, marcado por instabilidade emocional e impulsividade autodestrutiva. A montagem também contará com um convidado especial diferente a cada sessão, cuja participação será revelada ao público no momento da apresentação.
Além da encenação, o texto da peça foi publicado em 2025 pela Editora Baraúna, ampliando o debate proposto pela obra sobre os limites entre sofrimento individual e uma sociedade marcada pelo esgotamento emocional.
A produção é realizada pela Baco Produções Artísticas e Babik Produções Artísticas, com coprodução da B&C Produções Artísticas.






