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PublishNews 12/11/2018
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PublishNews, Redação, 12/11/2018

Lançada em 2005, a plataforma de audiolivros sueca Storytel alcançou, em 2018, a marca de 200 milhões de horas de streaming e já está presente em 12 territórios, além do seu país natal. Agora, a empresa abriu uma subsidiária brasileira com um time local formado por André Palme (country manager), Mariana Rolier (publishing manager), Antonio Hermida (content manager) e Fernando Schaer (engenheiro de som). A empresa é reticente em apresentar seus planos imediatos, mas aposta que o Brasil tem potencial para os audiolivros. "O Brasil, com seus 210 milhões de habitantes, é a nona maior economia do mundo e, é claro, um mercado interessante para nós. Os serviços de subscrição de filmes e música conseguiram alcançar uma grande difusão, o que significa que vemos boas condições para o audiolivro", aposta Stefan Tegenfalk, chefe de Expansão da empresa. O lançamento efetivo está marcado para o ano que vem, mas, por meio de acordos com as principais editoras brasileiras, a Storytel já começou a produzir audiolivros em português do Brasil. A ideia é criar um catálogo sólido antes do lançamento. Clique no Leia Mais e confira a íntegra desta nota.

PublishNews, Redação, 12/11/2018

“Nada, absolutamente nada se compara a isso que estamos vivendo hoje”, assim começou a conversa que o editor e livreiro Alexandre Martins Fontes teve com a equipe do PublishNews durante a gravação do Podcast dessa semana. Ele foi convidado justamente para falar sobre a crise – apontada por muitos como sem precedentes na história editorial e livreira do Brasil – que tem tirado o sono de muita gente que trabalha com livros no País. Na conversa, Alexandre foi franco ao analisar o cenário e conclui: “deram um passo maior do que as pernas. Isso vale muito para a Cultura, mas num certo sentido vale para a Saraiva também que acabou crescendo mais do que deveria, com custos muito altos e tal”. Citando a sua livraria na Avenida Paulista, Martins Fontes comentou também sobre o modelo de consignação, em vigência no mercado livreiro brasileiro: “É impossível que a gente consiga comprar todos os livros que estão ali dentro. A livraria não tem como absorver tudo o que se produz e muita coisa boa está sendo produzida, inquestionavelmente. Então, não vejo o fim do modelo de consignação”. O Podcast do PublishNews é um oferecimento da Metabooks, a mais completa e moderna plataforma de metadados para o mercado editorial brasileiro, e do #coisadelivreiro, consultoria em marketing e inteligência de negócios para o mercado editorial. Clique no Leia Mais para ouvir o programa.

PublishNews, Redação, 12/11/2018

Projeto de Lei quer obrigar a destinação de no mínimo 3% dos recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola para a compra de livros | © Divulgação / FNDEO deputado Floriano Pesaro (PSDB / SP) emitiu parecer favorável ao Projeto de Lei 9.928 / 2018, que quer obrigar a destinação de no mínimo 3% das verbas do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para a compra de livros para as bibliotecas de escolas públicas de todo o Brasil. O relator fez, contudo, uma emenda à proposta inicial da ex-deputada Pollyana Gama (PPS-SP) que estipulava um teto de 5% para a compra de livros. Em seu relatório, o deputado diz que o cumprimento da iniciativa é “meritório, relevante, tempestivo e altamente viável”, mas propõe a retirada da limitação dos 5% dizendo que é “plenamente razoável e desejável que, se assim puder, a escola possa usar proporção maior destes recursos para uma maior qualidade, quantidade e variedade dos livros e outros materiais similares assim adquiridos”. Clique no Leia Mais e confira a íntegra desta nota.

PublishNews, Redação, 12/11/2018

IstoÉ Dinheiro publicou uma matéria sobre a crise do mercado editorial começando pelo pedido de recuperação judicial da Laselva em 2013. Desde o fim de 2013, o setor editorial acumula perdas consecutivas, com um decréscimo de R$ 1,73 bilhão em suas receitas. A matéria ainda traça uma linha do tempo explicando como Saraiva e Cultura chegaram no ponto em que estão atualmente. Na última sexta (9), a Somos Educação divulgou seus números referentes ao terceiro trimestre deste ano e o registro foi de um prejuízo líquido de R$ 192,7 milhões. O aumento é 9,3 vezes em relação à perda de R$ 20,7 milhões registrada no mesmo período de 2017. Segundo o Valor, o resultado foi prejudicado por efeitos de itens não recorrentes, formado principalmente pela despesa com o plano de remuneração de ações da companhia. Também pesaram sobre o resultado os R$ 19,7 milhões com custos e despesas de amortização de mais valia de aquisições e R$ 19,7 milhões de diferenças temporárias e outros ajustes. Já o lucro registrado foi de R$ 51,4 milhões, revertendo o prejuízo ajustado de R$ 2,2 milhões do ano passado. A coluna da Babel adiantou que a biografia de Monteiro Lobato para crianças, escrita por Lilia Schwarcz e Marisa Lajolo, chega às livrarias em fevereiro, ano em que o autor entra em domínio público. Reinações de Monteiro Lobato: Uma biografia é escrito em primeira pessoa, como se o próprio autor contasse sua história e fala sobre Anita Malfatti e questões de racismo. Clique no Leia Mais para ter acesso à íntegra dessa nota.

PublishNews, Bernardo Gurbanov, 12/11/2018

Pela primeira vez em 60 anos de história do Prêmio Jabuti, o livro do ano foi para uma publicação independente. O fato que poderia ser apenas uma curiosidade estatística, com uma dose de reflexão transforma-se num sinal dos tempos. Recapitulemos. Os jurados devidamente auditados do maior prêmio literário do país, organizado pela CBL, entidade de classe que representa e defende os interesses do conjunto das empresas do mercado editorial, entrega em 2018 seu maior e mais emblemático prêmio a um livro sem editora. A cadeia de pagamentos do setor produtivo do livro vive sua tempestade perfeita ao ter de lidar com a interrupção do fluxo das obrigações financeiras por parte das duas principais redes de varejo que arrastam centenas de fornecedores em direção à seca e a inanição. Pois bem, chegamos no ponto G. G de gestão, que fique claro. A primeira lei de Newton diz que "todo corpo continua em seu estado de repouso ou de movimento uniforme em uma linha reta, a menos que seja forçado a mudar aquele estado por forças aplicadas sobre ele". O mercado do livro precisa imperiosamente aprimorar a sua gestão para sair desse estado de inércia. Clique no Leia Mais para ler a íntegra desse artigo.

PublishNews, Redação, 12/11/2018

A Flip 2019, marcada para acontecer de 10 a 14 de julho, já escolheu o seu autor homenageado: Euclides da Cunha. Escritor, jornalista e engenheiro, Euclides é autor de uma das obras fundamentais sobre o Brasil, Os Sertões. Publicada em 1902, a obra tem origem no trabalho de cobertura jornalística da revolta de Canudos (1896-97), ocorrida no interior da Bahia, que opôs o exército e o governo brasileiro ao movimento de cunho social, político e religioso liderado por Antônio Conselheiro. Correspondente do Estadão na época, Euclides da Cunha iniciou a tarefa de reportagem com convicções morais e políticas que foram desafiadas ao longo da experiência e que se refletiram em sua obra. “A obra do Euclides da Cunha é pioneira na criação a partir da leitura e da interpretação do território, questão que nortearia os modernistas ao longo do século 20 e está presente na Flip desde sua concepção”, afirma Mauro Munhoz, responsável pela direção geral e artística do evento. “A sua ligação com o jornalismo compõe também um elo importante com a Festa Literária, que sempre teve uma conexão forte com o jornalismo e a literatura de não ficção, gênero que tem trazido obras de grande valor cultural e intelectual. É essa conexão entre o território e a literatura que nos permite inovar todos os anos, mantendo-nos conectados às novas demandas culturais, artísticas e intelectuais do país, como o próprio autor ao seu tempo”, completou. A curadoria do programa principal da edição de 2019 fica por conta da jornalista Fernanda Diamant.

PublishNews, Luciana Pinsky, 12/11/2018

Thomás Camargo CoutinhoEm sua coluna dessa semana, Luciana Pinsky conta a experiência em uma confeitaria. Entre uma trufa de chocolate e uma torta de amêndoas, a personagem (lembrando que os textos de Luciana são ficcionais) escolhe a torta de massa brilhante e cor da perdição. "Primeiro o prazer, depois da culpa", se lembrou do pai quando levou à boca a terceira garfada. O prazer inicial deu lugar a sensações desagradavelmente familiares. Estômago um tanto embrulhado. Leve inchaço. Esôfago afogueado e boca inerte. "E, assim, me deparo com uma intolerância que jamais imaginei me atingir. Amêndoa nunca mais. Se for transgredir, fuja dos intolerantes". Clique no Leia Mais e tenha acesso à íntegra do texto.

PublishNews, Redação, 12/11/2018

O escritor moçambicano Ungulani Ba Ka Khosa participa logo mais, às 19h, na Blooks Livraria do Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 – São Paulo / SP) de uma conversa com o jornalista e crítico literário Rodrigo Casarin sobre sua trajetória literária. Além disso, o autor realiza o lançamento, com sessão de autógrafos, da obra Gungunhana: Ualalapi e As mulheres do Imperador (Kapulana, 228 pp, R$ 52,90). Em um mesmo volume, duas obras conversam entre si: Ualalapi (seu primeiro livro, de 1987), classificado entre os melhores livros africanos do século XX, e As mulheres do Imperador (seu mais recente livro, de 2018). O imperador Gungunhana - e figura simbólica moçambicana - é o elo entre os dois livros. No primeiro, Gungunhana é o protagonista. No segundo, suas mulheres que voltam do exílio para Moçambique são as principais personagens. O evento é gratuito.

“O mercado de livros no Brasil é um mercado pequeno. Não nos iludamos.”
Alexandre Martins Fontes
Editor e livreiro brasileiro
1.
A sutil arte de ligar o foda-se
2.
As aventuras na Netoland com Luccas Neto
3.
O milagre da manhã
4.
Crença Inabalável
5.
Seja foda!
6.
Me poupe!
7.
O poder da ação
8.
Poesia que transforma
9.
O poder da autorresponsabilidade
10.
Felipe Neto - A vida por trás das câmeras
 
PublishNews, Redação, 12/11/2018

O escritor paulista João Silvério Trevisan encerra a temporada 2018 do projeto Um Escritor na Biblioteca, da Biblioteca Pública do Paraná (Rua Cândido Lopes, 133 – Curitiba / PR). Paulista de Ribeirão Bonito, Trevisan nasceu em 1944. Formado em filosofia, estreou na literatura com os contos de Testamento de Jônatas deixado a David (1976). Autor de 12 livros, venceu o Prêmio Jabuti com o romance O livro do avesso (1992) e o APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) por Rei do cheiro (2009). Seu romance mais recente é Pai, pai (2017). Neste ano, Trevisan teve sua obra Devassos no paraíso, um marco sobre a história da homossexualidade no Brasil, reeditada. O bate-papo acontece nesta terça-feira (13), às 19h15 e terá mediação do dramaturgo e músico Flávio Stein. A entrada é gratuita.

PublishNews, Redação, 12/11/2018

Distopia política da egípcia Basma Abdel Aziz, A fila (Rocco, 224 pp, R$ 34,90 – Trad.: Ryta Vinagre), recebeu o Pen Falkner Award na Inglaterra e resenhas positivas em diversos países ao fazer uso da sátira e do surrealismo para abordar questões urgentes e familiares. No livro, Basma descreve uma nação do Oriente Médio onde, após uma fracassada revolução, um novo poder se impôs: o Portão. Qualquer atividade que fuja minimamente à rotina diária deve ser submetida à sua aprovação. Há quem defenda que o Portão tem proporcionado uma bem-vinda estabilidade ao país; outros, no entanto, o condenam como injusto e tirano. Foi esse último grupo que saiu às ruas para mais um levante malsucedido – os Eventos Execráveis. Durante a manifestação, sem saber bem como ou por quem, Yehya foi baleado na região pélvica. Agora, para poder realizar a cirurgia de retirada do projétil, ele precisa ir até o Portão – e entrar na fila. Um retrato assustador da natureza sinistra do totalitarismo.

PublishNews, Redação, 12/11/2018

Obra inaugural da literatura afro-brasileira, Úrsula (Penguin, 224 pp, R$ 24,90) é considerado o primeiro romance escrito por uma mulher no Brasil. Maria Firmina dos Reis, mulher negra nascida no Maranhão, constrói uma narrativa ultrarromântica para falar das mazelas sociais decorrentes da escravidão. Tancredo e Úrsula são jovens, puros e altruístas. Com a vida marcada por perdas e decepções familiares, eles se apaixonam tão logo o destino os aproxima, mas se deparam com um empecilho para concretizar seu amor. Por dar voz e agência a personagens escravizados, Úrsula é vista como a obra inaugural da literatura afro-brasileira. Retrata homens autoritários e cruéis, mostrando atos inimagináveis de mando patriarcal e senhorial em um sistema sem espaço para a autorregulação. Com introdução e contextualização histórica, esta edição do livro celebra uma das autoras mais importantes da literatura nacional e conta com estabelecimento de texto e introdução de Maria Helena Pereira Toledo Machado e cronologia de Flávio Gomes.

 
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