
Li muito rápido, porque são histórias das quais não se consegue sair sem saber o que vai acontecer. Irrespiráveis. A tensão, a originalidade e a força da escrita impulsionam a leitura até o fim. A técnica da Schweblin torna as situações possíveis e reais, mesmo dentro de um clima fantástico.
Os contos constroem uma atmosfera sombria, cheia de silêncios e conflitos. O livro deixa o leitor em um estado de ansiedade contínua e, ainda assim, é possível enxergar amor e beleza.
Como meu primeiro romance publicado, O manual do monstro, também traz dilemas éticos e situações angustiantes, muitas vezes em um clima sombrio e com questões existenciais, gosto de pensar que há pontos de contato entre os dois textos. O que posso garantir é que Samanta Schweblin é uma autora contemporânea cujo estilo me inspira muito.
Recomendo O bom mal por ser uma leitura provocadora e fascinante. Samanta constrói uma narrativa refinada e, ao mesmo tempo, acessível. É um livro de impacto e, como acontece com todos os bons livros, exige um tempo de assimilação depois da última página".
* Helena Duncan é jornalista, empreendedora e diretora de comunicação da Ímã Conexões com Propósito, empresa que fundou com as irmãs Zélia Duncan e Ana Vitória Surreaux a fim de conectar causas sociais e marcas, com o objetivo de criar legado e gerar impacto positivo. Helena estreou nas letras com O manual do monstro (Interseção Design de Histórias, 2025).






