
Não valeria a pena traduzir todo o estudo, já que há detalhes ali pouco interessantes para o mercado brasileiro, mas o tema dos gêneros merece ser compartilhado. A pesquisa sueca, que é focada apenas no faturamento de livros de interesse geral das editoras afiliadas à SvF, classifica as vendas por gênero e isto traz revelações muito interessantes que resumo aqui, com a ajuda de alguns gráficos. Primeiro, é importante entender como os canais de vendas vem se comportando ao longo dos últimos anos para contextualizarmos os termos abordados aqui. Veja o gráfico abaixo:

Obviamente, as tendências de crescimento e queda dos canais estão diretamente relacionadas às mudanças de suporte pelas quais os livros têm passado. Neste sentido, o gráfico a seguir é bastante interessante:



Utilizando agora apenas os dados de 2018, temos mais um gráfico onde a diferença de gêneros fica explícita:

Um outro gráfico no artigo original mostra que as vendas de livros digitais em 2018 se distribuíram da seguinte forma: 73,4% eram livros de ficção, 14,4% eram títulos infanto-juvenis e apenas 12,2% eram obras de não ficção, enquanto os gêneros se mostraram mais balanceados nas vendas de livros impressos.
Conclui-se, portanto, que enquanto a Suécia é o paraíso da igualdade de gêneros no que se refere à equiparação entre homens e mulheres – “Aqui na Suécia não tem esta história de coisa de menino e menina”, brada meu filho Lorenzo do alto dos seus nove anos e de suas botas lilás –, o mesmo não ocorre entre os gêneros literários. Neste último caso, o gênero faz toda diferença e recebe tratamento diferenciado no mercado sueco de livros. Menos mal, não é?
Resta saber se isto é uma peculiaridade do país de Bergman e de Ibrahimovic ou se vale também para outros mercados.
Carlo Carrenho, editor colaborador do Publishing Perspectives, é consultor editorial brasileiro radicado na Suécia e membro da consultoria Alpine Global Collective.
** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do PublishNews.
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