
A Amazon marca presença na edição de hoje do BookExpo Show Daily, revista produzida pela Publishers Weekly e que circula no maior evento do mercado do livro norte-americano, a BookExpo (BEA), que segue com a sua programação até amanhã (02). Logo na capa da revista, o jornalista Jim Milliot assina uma matéria informando que a Amazon será a quinta maior rede de livrarias físicas ainda este ano, se cumprir o plano anunciado de abrir 10 lojas em território americano em 2017. Por isso, achei válido repercutir nesta coluna algumas das informações do artigo.
A gigante de Seattle abriu a primeira loja em 2015, depois outras duas em 2016, e já abriu quatro em 2017, a última no Columbus Circle, no coração de Manhattan e da indústria editorial norte-americana. Com mais seis lojas anunciadas para este ano, a Amazon chegará a 13 lojas, ocupando a quinta posição no ranking dos EUA. A título de comparação, a Publishers Weekly informa que em 1991 havia 11 redes de livraria no país com 13 lojas ou mais, e que ao longo dos anos muitas redes desapareceram, entre elas a Borders.

O ranking de redes de livrarias por número de lojas segundo PW ficará assim ao final de 2017:
As livrarias da Amazon têm um conceito bastante diferente e, em minha opinião, estão mais para um site físico, uma materialização de sua própria loja virtual do que outra coisa. Afinal, é preciso usar um app integrado ao e-commerce da Amazon para saber os preços das obras; os livros ficam sempre com a capa à mostra, como no site; e clientes Prime têm descontos semelhantes aos que obtêm online. Ainda assim, é inegável a força e o crescimento da empresa de Jeff Bezos no negócio de livrarias físicas. Jim MIlliot lembra em seu artigo que, continuando nesta pegada, a Amazon em breve assume a terceira posição atrás apenas da Barnes & Noble e Books-a-Million.

Outra coisa que chama a atenção no Show Daily de hoje é um anúncio de página dupla do Amazon Charts, a iniciativa da maior livraria online do mundo de publicar listas semanais dos livros mais vendidos e mais lidos.
No anúncio, a Amazon parabeniza os agentes, editores e autores dos 20 livros mais lidos de ficção da lista inaugural do Amazon Charts nos EUA.
Não é comum a Amazon fazer anúncios ou investir em publicidade direcionados à indústria, mas desta vez a gigante de Seattle parece focada em transformar o Amazon Charts em uma referência do mercado. O Amazon Charts, no entanto, ainda não deu as caras no Brasil e a Amazon brasileira possui apenas uma lista de mais vendidos no modelo mais tradicional.
Carlo Carrenho, editor colaborador do Publishing Perspectives, é consultor editorial brasileiro radicado na Suécia e membro da consultoria Alpine Global Collective.
** Os textos trazidos nessa coluna não refletem, necessariamente, a opinião do PublishNews.
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