Documentário sobre Ignácio de Loyola Brandão chega aos cinemas em 30 de julho
PublishNews, Redação, 07/07/2026
'Não sei viver sem palavras', dirigido pelo filho do escritor, combina depoimentos, imagens inéditas e um vasto acervo pessoal para revisitar a trajetória de um dos nomões das letras nacionais

Ignácio de Loyola Brandão © Frame do documentário
Ignácio de Loyola Brandão © Frame do documentário

Depois de passar pelo Festival do Rio e pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o documentário Não sei viver sem palavras estreia no circuito comercial brasileiro no dia 30 de julho. Dirigido pelo fotógrafo e cineasta André Brandão, filho do escritor, o longa acompanha a trajetória de Ignácio de Loyola Brandão por meio de entrevistas, registros familiares e um amplo acervo reunido ao longo de décadas pelo próprio autor.

Nascido em Araraquara, no interior de São Paulo, em 1936, Ignácio datilografou uma das obras mais reconhecidas da literatura brasileira, transitando entre romance, conto, crônica, literatura infantojuvenil, teatro e relatos de viagem. O documentário recupera esse percurso a partir de uma perspectiva íntima, revelando também aspectos do cotidiano e da relação entre pai e filho.

A ideia do filme de 80 minutos surgiu durante a pandemia, quando André voltou a conviver diariamente com o pai e começou a registrar momentos da rotina sem a intenção inicial de transformá-los em um longa-metragem. Aos poucos, as gravações se encontraram com um material que o escritor organizou durante toda a vida: fotografias, cartas, programas de teatro, cartões-postais, manuscritos e documentos cuidadosamente catalogados.

Entre as descobertas feitas durante a pesquisa estavam ainda 38 rolos de filmes em Super-8 gravados pelo próprio Ignácio na década de 1970. As imagens mostram momentos da vida familiar, passagens por Araraquara, São Paulo e Berlim, além do nascimento de André. Parte desse material integra a narrativa do documentário.

Outro conjunto de documentos incorporado ao filme reúne cartas enviadas por Ignácio ao filho durante o período em que André viveu fora do Brasil, entre 1991 e 1997. Os textos aparecem ao longo da narrativa e ajudam a construir um retrato do escritor para além de sua obra publicada.

Segundo o diretor, o filme foi pensado como uma construção coletiva, mas preservando a voz do pai como eixo central. "O texto é inteiro dele, sejam as entrevistas, sejam os trechos de livros. Isso faz com que esse filme seja também, em parte, dele", afirma André no release para a imprensa.

[07/07/2026 11:52:07]