
A Feira do Livro divulgou o balanço oficial de público da edição de 2026: 93 mil pessoas passaram pela Praça Charles Miller, em São Paulo (SP), entre os dias 30 de maio e 7 de junho. O evento também já tem data marcada para 2027: 22 a 30 de maio.
Neste ano, ao longo de nove dias, 240 atrações gratuitas ocuparam a praça. Foram 170 expositores, 20 a mais do que em 2025, e um deles, a argentina Ampersand, foi a primeira participação internacional de uma editora na história do festival.
Como divulgado anteriormente, o livro mais vendido na Livraria da Travessa, onde ocorreram as sessões de autógrafos, foi o do educador Fernando José de Almeida. Elogio à saudade (Seja Breve) superou estrelas literárias brasileiras e estrangeiras, com seu comovente ensaio dedicado à filha do autor, morta em 2023. O livro foi publicado por uma editora independente e de portas recém-abertas, a Seja Breve, que estreou em 2026 como expositora do festival literário.
“É um orgulho para nós que A Feira do Livro seja esse espaço de descobertas literárias e editoriais, além dos reencontros tão esperados com os autores mais queridos pelo público, aos quais Fernando José de Almeida se juntou agora”, diz Paulo Werneck, diretor geral do festival ao lado do arquiteto Alvaro Razuk, da Maré Produções.
Segundo Werneck, responsável pela curadoria ao lado da jornalista Maria Clara Villas, a Seja Breve — editora criada em São Paulo em 2025 por dois amigos jornalistas — é o exemplo do perfil dos expositores d’A Feira do Livro: de porte pequeno ou médio, independente, com projeto editorial inovador e excelência gráfica e literária. “Um festival como A Feira do Livro tem a possibilidade de revelar para o grande público um autor como Fernando, que merece a nossa atenção, e também uma editora recém-nascida como a Seja Breve”, diz Werneck.
Segundo o arquiteto Alvaro Razuk, da Maré Produções, “A Feira do Livro, em sua quinta edição, amadurece como projeto urbanístico e democrático”. A planta em 2026 trouxe o conhecimento acumulado ao longo das últimas edições e expressou, na sua visão, o diálogo com a cidade, e com as pessoas que vivem nela, tanto os “usuários habituais da praça que voltam a visitá-la transformada pel’A Feira do Livro quanto os cidadãos que vêm conhecê-la pela primeira vez”. Neste ano, foram realizados 11 diferentes eventos na praça e no complexo do estádio, em convivência pacífica entre os diferentes públicos e organizadores.
O núcleo dos expositores reuniu 170 editoras, livrarias e instituições ligadas ao livro e à leitura, 20 a mais do que na edição de 2025. Este ano marcou o retorno de expositores como a Rocco, a Elefante e a Cartola Editora, presentes em edições anteriores, mas que se ausentaram no em 2025. Além disso, 23 instituições participaram do evento pela primeira vez, incluindo casas abertas no ano passado como a Seja Breve, a Casa Matinas e a Cosac, agora em nova fase.
Mesmo com o crescimento no número de expositores, a estrutura arquitetônica não aumentou: foi observado um adensamento dos espaços expositivos, com mais projetos compartilhando tendas e realizando parcerias. Um novo modelo de participação coletiva, a Tenda das Ilhas, criado em 2025, foi duplicado, reunindo casas editoriais com projetos singulares, equipes enxutas e alta relevância literária. A Tenda das Bancadas, que concentra editoras de menor porte, muitas vezes com apenas um ou dois profissionais cuidando de tudo, mais do que dobrou em número de expositores, passando de 23 em 2025 para 49 adesões em 2026. “O crescimento tanto das Ilhas como das Bancadas”, observa Werneck, “confirma os projetos independentes como núcleo central d’A Feira do Livro”.
O evento também recebeu expositores negros, quilombolas e periféricos por meio de um apoio do Instituto Ibirapitanga. Em 2026, nove expositores tiveram as taxas de participação pagas pelo instituto voltado para o combate à desigualdade racial.
Pelo segundo ano consecutivo, o PublishNews foi um dos parceiros de mídia d'A Feira do Livro.







