
A agenda terá início nesta terça, dia 17 de março, às 19h, na Livraria da Travessa Leblon, com o lançamento de O amor na sala escura, de Clarisse Escorel, e segue na quarta, dia 18, às 19h, com o Conjunto musical Cia 3x2+1 interpretando Édouard Glissant, com abertura feita por Ana Kiffer. Na quinta-feira, 19 de março, a celebração será em São Paulo, com a mesa Cinco temas fundamentais do feminismo hoje, realizada no Teatro Cultura Artística em parceria com a Livraria Megafauna, e uma conversa de Rita Segato e Rita Von Hunty, mediada pela jornalista Adriana Ferreira.
No Rio de Janeiro, as atividades incluem, na sexta-feira, dia 20 de março, encontro na Janela Livraria Laranjeiras, com a presença da fundadora Ana Cecilia Impellizieri Martins, da escritora Ana Kiffer e das tradutoras Anita Rivera Guerra e Jade Medeiros. Na quarta-feira, dia 25, a editora recebe alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF) em sua sede e promove nova edição do encontro com Rita Segato e Rita Von Hunty, desta vez na Janela Gávea em parceria com o Estação NET Gávea, e mediação da jornalista Cris Fibe.
O encerramento da programação em março será no sábado, 28, às 17h, na Livraria da Travessa de Ipanema, com o lançamento de Crítica e rebeldia: Heloisa Buarque de Hollanda no Jornal do Brasil (1980-2005), organizado por André Botelho e Caroline Tresoldi, em parceria com o Instituto Heloisa Teixeira.
Fundada em 2016 pela editora e jornalista Ana Cecilia Impellizieri Martins, a Bazar do Tempo consolidou-se ao longo da última década no campo do pensamento crítico contemporâneo, com ênfase em feminismo, estudos de gênero e debates socioculturais.
“Dez anos depois, o que começou como um projeto editorial tornou-se também uma posição no mundo. Publicar, para nós, é construir repertório e memória para debater o presente e imaginar novos futuros”, afirma Ana Cecilia, no release feito à imprensa para celebrar a efeméride. Vivendo em Paris desde a fundação da Bazar, Ana Cecilia também expandiu o diálogo internacional da casa.

Ao longo da década, a editora reuniu autores como Cleonice Berardinelli (2016-2023), Eduardo Jardim, Adriana Calcanhotto e Ferreira Gullar (1930-2026), ao mesmo tempo em que incorporou ao catálogo nomes como Oyèrónkẹ́ Oyěwùmí, Alice Walker, Rita Segato e Saidiya Hartman, com textos sobre gênero e colonialismo, iluminando debates raciais.
Um dos marcos foi o lançamento, em 2018, da coleção Pensamento feminista, coordenada por Heloisa Teixeira (1939-2025) em seus primeiros volumes, que contribuiu para consolidar uma linha editorial voltada à construção de uma biblioteca feminista.
A partir de 2021, com a criação do Clube F., a editora passou a investir também na formação de comunidade leitora. Mais recentemente, aprofundou a presença de autoras brasileiras contemporâneas na ficção e na poesia, com títulos inéditos de Ana Kiffer, Laís Romero e Carina Bacelar, entre outras.
“Esse novo passo exige robustez e hoje estamos mais preparadas para essa aposta. No campo da não-ficção nacional já tínhamos uma presença consolidada, com nomes como de Heloisa Starling, Luiz Antonio Simas, Luciana da Cruz Brito, além da Ministra do STF Cármen Lúcia, mas há espaço para ampliar na ficção contemporânea, que vive um momento estimulante. Estamos mobilizadas para ter uma participação atuante nos debates e eventos editoriais do país, mostrando a diversidade e profundidade dessa produção”, diz a editora, no material de divulgação.
Nova identidade visual será lançada no meio do ano
A celebração dos dez anos inclui ainda o lançamento de uma nova identidade visual, prevista para ser revelada n'A Feira do Livro, em São Paulo, entre o fim de maio e o início de junho.
“Num mercado concentrado e orientado por vendas rápidas, a Bazar do Tempo afirma sua posição como editora de catálogo, comprometida com livros que permanecem, formam repertório e interferem no debate público. Seu propósito pode ser resumido em uma frase: publicar ideias e histórias para inspirar e pensar o nosso tempo”, avalia Ana Cecília, de olho nas oportunidades.






