
A trama reflete sobre memória, rejeição e os fantasmas afetivos que atravessam a vida adulta. “O livro nasce do assombro diante da experiência amorosa precoce, do espanto diante do impacto da experiência de viver um grande encontro, de um desejo de decifrar o êxtase amoroso, suas dores e angústias, de cogitar respostas para uma série de perguntas, de esmiuçar o que carregamos sem perceber", afirma a autora, em release à imprensa.
Neta do crítico literário Antonio Candido e filha do cineasta Eduardo Escorel e da designer e escritora Ana Luisa Escorel, a autora cresceu em um ambiente ligado às artes e à reflexão cultural.
Formada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo (USP), Clarisse atuou por anos na área de Propriedade Intelectual e Direitos Autorais antes de se dedicar integralmente à literatura, a partir de 2019. Antes do romance, publicou Depois da chuva (Ouro Sobre Azul, 2023), coletânea de crônicas, e a plaquete de contos Diamantes (MapaLab, 2024).
Para Adriana Lunardi, Clarisse narra “as desordens e delícias de um coração tocado por uma tempestade implacável”, enquanto Ignácio de Loyola Brandão afirma que a autora leva a sério o princípio de Graciliano Ramos de que “as palavras são para dizer, não para enfeitar”.
O romance também dialoga com outras linguagens artísticas, como o cinema e as artes visuais. A capa traz a obra Flores da rua, feita em 2021 pela artista Ana Prata.






