Clarisse Escorel estreia no romance com 'O amor na sala escura', pela Bazar do Tempo
PublishNews, Redação, 12/03/2026
Livro acompanha narradora que revisita um amor de juventude entre o Rio dos anos 1990 e a São Paulo dos anos 2000; autora lança a obra em 17 de março, no Rio, e em 7 de abril, em São Paulo

Livro e Clarisse Escorel © Catarina Ribeiro
Livro e Clarisse Escorel © Catarina Ribeiro
A escritora Clarisse Escorel estreia no romance com O amor na sala escura (Bazar do Tempo), lançado no fim de fevereiro. Ambientado entre o Rio de Janeiro dos anos 1990 e a São Paulo do início dos anos 2000, o livro acompanha uma narradora que revisita uma história de amor de juventude marcada por desencontros, silêncios e assimetrias. A autora fará dois eventos para conversar sobre e autografar exemplares nas duas cidades presentes na obra: na próxima terça-feira, dia 17 de março, na Livraria Travessa do Leblon (Av. Afrânio de Melo Franco, 290, Loja 205 A — Rio de Janeiro / RJ); e no dia 7 de abril, que também cai numa terça, na Livraria Travessa de Pinheiros (R. dos Pinheiros, 513 — São Paulo / SP).

A trama reflete sobre memória, rejeição e os fantasmas afetivos que atravessam a vida adulta. “O livro nasce do assombro diante da experiência amorosa precoce, do espanto diante do impacto da experiência de viver um grande encontro, de um desejo de decifrar o êxtase amoroso, suas dores e angústias, de cogitar respostas para uma série de perguntas, de esmiuçar o que carregamos sem perceber", afirma a autora, em release à imprensa.

Neta do crítico literário Antonio Candido e filha do cineasta Eduardo Escorel e da designer e escritora Ana Luisa Escorel, a autora cresceu em um ambiente ligado às artes e à reflexão cultural.

Formada em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e mestre em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo (USP), Clarisse atuou por anos na área de Propriedade Intelectual e Direitos Autorais antes de se dedicar integralmente à literatura, a partir de 2019. Antes do romance, publicou Depois da chuva (Ouro Sobre Azul, 2023), coletânea de crônicas, e a plaquete de contos Diamantes (MapaLab, 2024).

Para Adriana Lunardi, Clarisse narra “as desordens e delícias de um coração tocado por uma tempestade implacável”, enquanto Ignácio de Loyola Brandão afirma que a autora leva a sério o princípio de Graciliano Ramos de que “as palavras são para dizer, não para enfeitar”.

O romance também dialoga com outras linguagens artísticas, como o cinema e as artes visuais. A capa traz a obra Flores da rua, feita em 2021 pela artista Ana Prata.

[12/03/2026 11:16:05]