
Um dos favoritos para receber o Oscar de Melhor Filme, é estrelado por Paul Mescal e Jessie Buckley e dirigido por Chloé Zhao, que já ganhou a estatueta de melhor direção em 2021 por Nomadland. Já o livro foi publicado originalmente em 2020 e venceu o Women’s Prize for Fiction. Hamnet parte de um episódio pouco documentado da vida de William Shakespeare: a morte de seu filho de 11 anos, em 1596, na cidade inglesa de Stratford-upon-Avon. Poucos anos depois, o dramaturgo escreveria Hamlet, peça que carrega uma variação do nome do menino.
No romance, O’Farrell evita nomear o dramaturgo e desloca o foco da narrativa para Agnes, personagem inspirada em Anne Hathaway, esposa de Shakespeare. Mulher de espírito indomável, ligada à natureza e dotada de dons de cura, Agnes ocupa o centro de uma história atravessada pelo luto, pela maternidade e pela tentativa desesperada de salvar o filho acometido por uma febre repentina.
A autora chegou ao tema ainda adolescente, ao ouvir pela primeira vez sobre a existência de Hamnet em uma aula de escola. Décadas depois, essa curiosidade se transformou em um romance elogiado pela crítica por sua delicadeza e força emocional.
"Hamnet é a prova de que sempre há novas histórias a serem contadas até quando se trata de uma das figuras históricas mais conhecidas. A obra também revela a escrita extremamente versátil de O’Farrell, com um entendimento profundo dos laços humanos", escreveu a crítica do jornal The Observer, do Reino Unido.
Nascida na Irlanda do Norte em 1972, Maggie O’Farrell cresceu no País de Gales e na Escócia e vive atualmente em Edimburgo. É autora de títulos como A mão que me acariciou primeiro (vencedor do Costa Novel Award) e Existo, existo, existo: dezessete tropeços na morte.






