Apanhadão: o debate sobre o compadrio no meio literário
PublishNews, Redação, 12/01/2026
Veja também: como editoras independentes transformam mercado e aproximam o público do leitor dos livros

Debates literários sobre o lugar da crítica são importantes para movimentar os meios intelectuais | © Freepik
Debates literários sobre o lugar da crítica são importantes para movimentar os meios intelectuais | © Freepik
Um debate que volta e meia retorna às páginas dos jornais retornou às páginas dos jornais neste fim de semana: o compadrio no meio literário. Em texto para a Ilustríssima, da Folha, a crítica literária Dirce Waltrick do Amarante questionou os critérios adotados pela mídia tradicional – e pelos avaliadores – para montar as listas de melhores livros do ano. Para ela, não se pode negar que, por trás da repetição de certos nomes nas listas, "possa estar uma aceitação das políticas editoriais, que colocam nas vitrines apenas certos títulos e uns poucos autores, potenciais campeões de venda".

A Folha também revelou as vencedoras do primeiro concurso literário do TikTok, batizado de Livros do Futuro. São as escritoras Giulia Cavalcanti, Dani Vinci e Elisa B – cada uma terá seu livro vencedor por três grandes editoras brasileiras (HarperCollins Brasil, Globo Livros e Galera Record). O jornal ainda noticiou que a Aleph vai passar a publicar ficção científica de autores nacionais.

A Agência Brasil publicou um especial mostrando como editoras independentes transformam mercado e aproximam o público do leitor dos livros. Segundo a reportagem, estratégias como formar clubes do livro ajudam a superar obstáculos. O Diário do Comércio, de São Paulo, publicou uma matéria sobre livrarias de rua.

O Estadão relembrou os cinco anos da morte de Agatha Christie, e também publicou uma resenha sobre um novo ensaio biográfico sobre Silviano Santiago, Presente do acaso (Autêntica).

O Globo publicou uma entrevista com a escritora venezuelana radicada no Brasil María Elena Morán, que reflete sobre a ruína de seu país com seu mais recente livro, Voltar a quando (Biblioteca Azul). Ex-chavista e opositora de Maduro e de Trump, a escritora se descreve ao jornal como "de esquerda e democrata" e afirma que "no Brasil, tem-se uma visão ou romantizada ou vilanizada da Venezuela, sendo que a situação é bem mais complexa".

Um dos assuntos dos últimos dias foi o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso em Brasília, para entrar em um programa de remissão de pena por leitura. A CartaCapital listou alguns dos títulos que o político – condenado por tentativa de golpe de estado e outros crimes – pode utilizar, e a CNN Brasil explicou como funcionam esses projetos.

No g1, uma reportagem aponta que as bibliotecas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) contabilizam 10,3 mil obras extraviadas e registram situações inusitadas no sistema de empréstimos. O Nexo indicou cinco livros para colocar a cultura do trabalho contemporânea em perspectiva, e o Correio publicou o relato de uma leitora que leu 130 livros em um ano.


[12/01/2026 11:05:49]