
No blog Babel, do Estadão, a colunista Maria Fernanda Rodrigues conta que a editora Nós vai lançar um selo infantil. Com o nome pequeNós, o novo selo chama a atenção com duas autoras: a britânica Virginia Woolf e a brasileira Marcia Tiburi. Em junho, sai A Viúva e o Papagaio, de Woolf. No segundo semestre, mais um livro dela: A cortina da tia Bá. Também para a segunda metade do ano deve vir As pensadoras, de Marcia Tiburi. Os quatro primeiros livros da pequeNós chegam antes, em maio: Vovó virou semente, de Rodrigo Ciríaco e Priwi, Sarauzim: poemas para a molecada, organizado por Ciríaco e ilustrado por Isabela Santos, De galo em galo, de Paulo Netho e Ana Lasevicius, e A avó adormecida, do italiano Roberto Parmeggiani, com ilustrações do português João Vaz de Carvalho.
Na Folha, Marilene Felinto destaca a poesia de Miriam Alves. A coletânea Poemas Reunidos (Fósforo) cobre a produção da autora entre 1983 a 2020. A autora foi colaboradora da publicação Cadernos Negros, série literária surgida nos anos 1970 como resistência à exclusão de autores negros do mercado. Marilene questiona se o trabalho de Miriam Alves não seria mais conhecido hoje se fosse lançado com o mesmo apadrinhamento dado à poeta branca e católica Adélia Prado em 1976.
Também na Folha, a coluna Painel das Letras, do jornalista Walter Porto, destaca lançamentos de autores chineses no Brasil. A editora Moinhos traz nomes contemporâneos, começando com Não acredito no eco dos trovões, de Bei Dao, talvez o grande nome da poesia na China de hoje. O outro é O além da montanha, de Yao Feng, poeta que escreve tanto em chinês como em português, num livro que já foi destacado entre os lançamentos do PublishNews. Outro título será Contos de fantasia chineses, que chega na parceria da Moinhos com a editora da Unicamp, que já trouxe ao Brasil a coleção Clássicos da Literatura Chinesa.
No Globo, uma grande reportagem com o livro Memórias Sangradas (Editora Olhares), de Ricardo Beliel. Inspirado pelo cangaço, a narrativa fala de uma jornada de mais de 11 mil quilômetros pelo sertão, com ecos de Gonzagão, Guimarães Rosa e Ariano Suassuna, entre outros mestres. Em sete viagens, registradas em textos e fotos, ele compõe uma experiência histórica, literária, visual e sonora. As palavras dos entrevistados, captadas com sensibilidade e respeite, tocam fundo.
O Globo continua falando de cangaço ao noticiar que o livro Estrelas de Couro, do historiador Frederico Pernambucano de Mello, ganha nova edição pela Cepe, depois que exemplares antigos da obra chegaram a ser vendidos por R$ 1.500 na internet. Trata-se de um volume impecável sobre a indumentária cangaceira. Traz fartas ilustrações e um prefácio assinado por Ariano Suassuna. Mello é autor de outros livros elogiados sobre o tema, como Guerreiros do sol: o banditismo no Nordeste brasileiro e A guerra total de Canudos.
O colunista Ancelmo Gois revela que Augusto Cury deve publicar novo livro pela Sextante. O médico da emoção é o quarto e último livro da série O homem mais inteligente da história. Em 2022 Cury completa 20 anos de publicações pela Sextante, um ciclo iniciado com Você é insubstituível, que vendeu até hoje 2,6 milhões de exemplares.







