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PublishNews 03/11/2021
Há mais de 50 anos servindo a cultura e educação, é uma das maiores distribuidoras de livros para o ensino de idiomas, técnicos e científicos.
A Catavento atua no mercado de distribuição de livros para todo o país.
A Transpo Express é uma transportadora que já atua há 10 anos focada completamente no segmento editorial
PublishNews, Redação, 03/11/2021

O feriado prolongado no Brasil afetou o fluxo das notícias enviadas por Talita Facchini, direto dos Emirados Árabes. A repórter do PN está no país acompanhando a Feira do Livro de Sharjah e de lá conta como foram os três dias da Publishers Conference, que antecedeu a abertura da Feira que é a porta de entrada para o mundo árabe. Talita contou também que a editora brasileira Tabla venceu o Prêmio Turjuman pela tradução de Onze astros, de Mahmud Darwich e traduzido por Michel Sleiman. Pelo Prêmio, a Tabla leva para casa AED 1,3 milhão (cerca R$ 2 milhões). Além disso, o editor Leonardo Garzaro, da Rua do Sabão, conta seu dia a dia em Sharjah em uma série de crônicas escritas diretamente dos bastidores da feira. Todos esses textos foram reunidos nessa newsletter especial.

PublishNews, Talita Facchini, 1º/11/2021

Na manhã do último sábado (31), a Publishers Conference da Feira Internacional do Livro de Sharjah iniciou a sua programação de três dias e abriu as portas para 561 profissionais da indústria do livro. Organizado pela Sharjah Book Authority (SBA) em parceria com a International Publishers Association (IPA), o evento destacou, em seu primeiro dia, a necessidade do setor se unir e trabalhar junto para enfrentar os problemas – tanto os ocasionados pela pandemia, quanto os que sempre acompanharam o mercado editorial. Em seu discurso de abertura, Bodour Al Qasimi, presidente da IPA, reiterou seu compromisso em ajudar os editores a saírem mais fortes da pandemia. “A resiliência é parte do nosso DNA. Essa pandemia pode ser considerada um novo capítulo da nossa história e fez com que encontrássemos novas maneiras de pensar o mercado editorial". Sobre o trabalho da IPA nos últimos 18 meses, Bodour enfatizou que um dos objetivos da associação é aprimorar a cooperação entre as diversas partes do setor, esforço esse que resultou, por exemplo, no Plano Inspire. Outra novidade apresentada pela organização foi a criação – junto com outras instituições - do IPA Academy. Segundo Bodour, “a Academia oferecerá masterclasses on-line em vários idiomas para todos os nossos membros, o que ajudará a preencher a lacuna de habilidades e assim ajudar nossos membros a se adaptarem à rápida mudança de leitores e tendências de comportamento do consumidor”, explicou. Clique no Leia Mais para conferir a íntegra desta nota, com detalhes da primeira mesa da conferência.

PublishNews, Talita Facchini, 02/11/2021

Com editores já mais descontraídos e acostumados com o clima do evento, o segundo dia da Publishers Conference voltou sua atenção para as editoras independentes e a influência dos autores, cultura e línguas africanas no mercado editorial. A primeira mesa do dia focou nas ideias que diferentes editoras independentes tiveram durante a pandemia para atrair leitores. Em comum, todos os participantes da mesa – moderada pelo editor-chefe da Publishing Perspectives, Porter Anderson – compartilharam o medo que sentiram quando a pandemia os atingiu. Michel Moushabeck, fundador da Interlink Publishing, nos EUA, contou que sua editora procurou se adaptar o mais rápido possível aos novos modelos de negócios e que por isso, conseguiu ver a empresa terminar o ano de 2020 com um aumento de 8% nas vendas e, atualmente, está no caminho de dobrar esse número. Segundo Moushabeck, o modelo de negócios atual não favorece as editoras independentes e ele enxergou rápido que o que mais importava no momento, era se comunicar com os leitores e incluir as livrarias independentes no seu sistema para também dar suporte a elas. A segunda mesa do dia celebrou a diversidade da cultura africana e explorou o conceito de decolonização. Com a participação das autoras Petina Gappah, Yvonne Adhiambo e Lola Shoneyin, e moderação de Angela Wachuka, cofundadora da Book Bunk, no Quênia, a conversa focou em deixar claro que a descolonização tem um contexto muito maior do que se imagina. Clique no Leia Mais para conferir a íntegra desta nota.

PublishNews, Redação, 03/11/2021

A 11ª edição da Publishers Conference da Feira do Livro de Sharjah trouxe para o seu último dia de palestras, discussões sobre os desafios e a evolução do conteúdo educacional e ainda, os projetos escolhidos pelo African Publishing Inovation Fund. A indústria editorial educacional mostrou grande resiliência no auge da pandemia, mas a principal questão é: como ela evoluiu? E como tem lidado com a evolução e inclusão do digital? Moderada por Jose Borghino, secretário-geral da IPA, a primeira mesa do dia trouxe especialistas para discutir a questão. Nitasha Devasar, diretora administrativa da Taylor and Francis e presidente da Associação de Editores da Índia, destacou que a inclusão do digital nesse setor provocou uma mudança de percepção do produto e fez com que os editores tivessem que entender mais rapidamente, as necessidades dos consumidores. “O foco agora está no valor que as ferramentas de aprendizagem fornecem aos usuários”, concluiu. Mesmo com a introdução dos recursos digitais no sistema de ensino, os palestrantes frisaram que o impresso ainda tem sua importância e que o grande segredo é fazer com que os diferentes formatos trabalhem juntos. “Sentir e cheirar o livro é algo que não deve ser substituído. As diversas mídias que temos hoje podem sim trabalhar juntas para ‘completar o pacote’ e dar uma melhor experiência para os leitores”, disse Dra. Neelam Parmar, diretora de educação e aprendizagem digital da Harrow International Schools, no Reino Unido. O segundo painel do dia recebeu representantes dos cinco projetos selecionados para o ciclo 2021 do Africa Publishing Inovation Fund (APIF), um programa de subsídios de $ 800 mil financiado pela Dubai Cares e administrado pela IPA. A conversa explorou como esses projetos estão ajudando diferentes comunidades africanas a melhorarem a educação, engajamento pela leitura e empoderamento.

PublishNews, Leonardo Garzaro*, 1º/11/2021

Como editor participando pela primeira vez da Sharjah International Book Fair, que acontece nos Emirados Árabes Unidos, fui convidado pelo PublishNews a relatar em um diário minhas impressões sobre a feira. Após um sábado todo de trabalho, quatorze horas de voo e dois testes PCR (que deram negativo, ufa!), sento-me numa pequena escrivaninha redonda, de pedra cinza, no quarto de hotel para começar a cumprir a missão. Do lado de fora, visíveis pelas enormes janelas, estão a mesquita de Al Majaz e o lago Khalid, com uma marina de onde partem passeios. Se amanhã conseguir acordar cedo, quero passear pela orla antes de ir à feira, que começa às 9h. Outro plano é ver a palestra do Nobel de Literatura de 2021, o Abdulrazak Gurnah, que irá conversar com o público. A prioridade, contudo, é conseguir bons negócios para a editora Rua do Sabão. Não poderia falar sobre essa viagem sem mencionar a hospitalidade. Me sinto afortunado e grato. Desde o momento em que recebi o convite, dois meses atrás, até quando terminei o jantar, fiquei seguidamente encantado pela atenção com os detalhes. Após a inscrição, recebi diversos e-mails, todos atenciosos, contendo informações bem pensadas para que a experiência fosse a melhor possível. Como conseguir sinal de Wi-Fi, como me vestir, como superar as barreiras sanitárias (destacando, por exemplo, a necessidade do PCR com resultado em inglês). Me surpreendi, ainda no Brasil, ao saber que seria reembolsado pelos custos com o teste de covid, além de ter todas as demais despesas pagas. Tão logo desci do avião, uma atenciosa funcionária da feira chamada Cristina, nascida na China, me identificou e seguiu comigo pela imigração, teste sanitário, esteira de bagagens e transporte. Clique no Leia Mais para conferir na íntegra o primeiro dia de Leonardo em Sharjah.

PublishNews, Leonardo Garzaro*, 02/11/2021

Dei o ponto final no primeiro texto e me deitei para descansar. Eram duas horas da manhã. Como tinha ficado acordado por mais de 24 horas, achei que não conseguiria levantar, então, além do despertador, pedi na recepção que me acordassem às sete. Não foi preciso: às cinco da manhã o som da mesquita do outro lado da avenida, chamando para a primeira oração, inundou o quarto. O som toca, discreto. Silencia. Depois novamente, mais intenso. Outro silêncio. Depois novamente, ainda mais alto. Como há outra mesquita próxima, os sons se multiplicam, e acabei levantando. Ao trabalho! Comecei o dia com alongamentos e revisando o miolo de um título que vamos publicar em novembro — vida de editor. Devolvi o arquivo para o Vini, diretor de arte, e fui tomar café da manhã, o estômago doendo de fome por conta de algum efeito curioso da diferença de fuso. Não tenho mais 20 anos, quando bastavam poucas horas para estar recuperado do jet lag. Com mais de 30, não me adapto mais como o relógio do celular, que mal pisou aqui e já estava no fuso local, inclusive informando a temperatura (sempre quente. Às nove da manhã o termômetro já batia os 30 graus). Eu havia marcado de tomar café da manhã com a super competente Fernanda Dantas, do Brazilian Publishers, às oito, contudo às seis já havia provado tudo que havia no buffet. Voltei no horário combinado para um discreto café com leite. (Fernanda deve ter pensando que eu estou de regime. Mal sabe ela que duas horas antes havia devorado ovos com bacon e salsichas alemãs a confeitos de chocolate). Ela me contou sobre um editor do Equador que está interessado em autores brasileiros. Também falamos de outros nomes que ela me prometeu apresentar. A experiência dela nesse tipo de evento se destaca, enquanto fico com receio de ficar perdido e não conseguir aproveitar direito. Como minha agenda do dia tem muitos horários vagos, combinei de ficar na mesa dela, quando estivesse sem reuniões. Clique no Leia Mais para conferir como foi o segundo dia de Leo na Feira de Sharjah.

PublishNews, Leonardo Garzaro*, 03/11/2021

Faltavam cinco minutos para a primeira reunião e eu olhava fixamente para uma caixa retangular, branca, grande com votos de “aproveite seu lanche” posta em cima de cada uma das mesas. O que faria com aquele trambolho? Se colocasse no chão, poderia parecer ofensivo — deixar no chão o lanche gentilmente oferecido pela organização. Se abrisse, quando a outra editora chegasse, eu poderia parecer um Pantagruel, devorando um lanchinho um minuto antes de começar. Decidi abrir de uma vez. A curiosidade era maior. Dentro havia um suco de laranja, dois docinhos confeitados, uns sanduíches e uma enorme maçã verde. Legal! Mais uma vez, a atenção com os detalhes. Montei a caixa de volta e deixei em cima da mesa para servir de apoio para o computador. Se não conseguisse almoçar, os snacks dariam conta do recado. Chequei a hora no celular e vi que era 12h40, a hora exata do primeiro encontro. O que aconteceria agora? Quando ergui os olhos novamente, a editora londrina Ayse Ozden estava me encarando. Felizmente, ela foi pontualíssima: se uma editora britânica se atrasasse, eu não saberia mais nada deste mundo. Cumprimentamos gentilmente, comecei falando sobre a editora Rua do Sabão, o tipo de livros que publicamos, o que tínhamos no catálogo. Ela apresentou a própria editora, livros focados em sustentabilidade, livros para fazer do mundo um lugar melhor, livros para crianças e jovens. Achei bem legal. É claro que todos precisamos pagar as contas, mas a maioria das pessoas que conheço no mercado editorial entrou nessa, antes de mais nada, pelo amor aos livros. Adorei encontrar alguém, da terra do fish and chips, com a mesma pegada. Clique no Leia Mais para conferir na íntegra como foi o terceiro dia de Leonardo na Feira.

“Respeitar a cadeia é muito parte do sucesso de qualquer negócio do livro”
Maria Carolina Borin
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