Marguerite Duras ganha homenagem da Relicário nos 30 anos de sua morte
PublishNews, Monica Ramalho, 15/05/2026
Estão previstos dois eventos de lançamento em São Paulo, com Isabela Bosi, Luciene Guimarães, Maurício Ayer e Vivian Ligeiro, todos especialistas em sua obra monumental

Marguerite Duras © Divulgação
Marguerite Duras © Divulgação
Trinta anos após a morte de Marguerite Duras (1914-1996), a Relicário Edições promove uma homenagem à escritora francesa com o relançamento de A doença da morte, como oitavo volume da Coleção Marguerite Duras. Haverá dois eventos de lançamento em São Paulo na próxima semana, com Isabela Bosi, Luciene Guimarães, Maurício Ayer e Vivian Ligeiro, todos especialistas em sua obra monumental.

O primeiro será na terça-feira (19), às 19h, na Livraria Gato Sem Rabo (Rua Major Sertório, 95 — São Paulo / SP). E o segundo vai integrar o Colóquio Internacional Marguerite Duras, realizado entre os dias 18 e 20 de maio, no Centro Universitário MariAntonia da USP (Rua Maria Antônia, 294, no mesmo bairro, Vila Buarque), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Société Internationale Marguerite Duras, com apoio da Relicário.

Publicado originalmente em 1982, A doença da morte acompanha o encontro entre um homem incapaz de amar e uma mulher contratada para passar algumas noites com ele em um quarto à beira-mar. Em uma narrativa marcada pela escrita em segunda pessoa, Duras explora temas recorrentes de sua obra, como a impossibilidade do amor, o desejo frustrado, a solidão e a incomunicabilidade entre os corpos.

“Este clássico, A doença da morte foi publicado na década de 1980, pouco antes de O amante. É um romance que trata de temas recorrentes da autora: a ausência do desejo, a impossibilidade do amor, a mulher inacessível e idealizada ou, inversamente, degradada e prostituída”, afirma ao PublishNews Luciene Guimarães, PhD em Marguerite Duras pela Universidade Laval, no Canadá, e coordenadora da Coleção Marguerite Duras na Relicário.

Segundo ela, a escolha do título também dialoga com a proposta da coleção, criada há cinco anos. “Um de nossos trabalhos na Coleção MD é prezar pelo resgate da versatilidade de gêneros textuais, repertório e atemporalidade de Marguerite Duras, e ter junto a cada título da coleção paratextos de especialistas durassianos francófonos e brasileiros”, comenta ao PN.

Escritora e pesquisadora, Isabela Bosi dedica seus estudos à relação entre guerra, memória e testemunho na obra de Duras. Já Maurício Ayer, professor e tradutor, pesquisa as conexões entre literatura, música, teatro e cinema, tendo organizado obras críticas sobre a autora francesa. Também presente nos lançamentos, Vivian Ligeiro atua na interseção entre literatura, performance e música, aproximando a escrita durassiana de discussões sobre voz e experimentação estética. O que é bom permanece.

[15/05/2026 12:18:18]