14º Fliaraxá começa nesta quinta, em Minas Gerais, sob o tema 'Meu lugar no mundo'
PublishNews, Redação, 14/05/2026
Alexandre Coimbra do Amaral, Bianca Santana e José Eduardo Agualusa estão no programa oficial do evento que homenageia Milton Santos no seu centenário

Alexandra, Bianca e Agualusa estarão no Fliaraxá
Alexandra, Bianca e Agualusa estarão no Fliaraxá

O 14º Festival Literário Internacional de Araxá (Fliaraxá) começa nesta quinta-feira, 14 de maio, no Centro Cultural Uniaraxá, com a proposta de uma programação multidisciplinar entre literatura, memória, educação e cultura popular. Até domingo, dia 17, o festival promoverá encontros que dialogam com o tema Meu lugar no mundo, propondo reflexões sobre identidade, território e imaginação. As atividades serão realizadas no Teatro CBMM, no auditório da Biblioteca e na Academia Araxaense de Letras.

Segundo Afonso Borges, um dos curadores e idealizadores da festa, festivais como o Fliaraxá têm como motivação insistir que "será na diversidade que vamos encontrar a solução para todos os problemas do país". Em conversa com o PublishNews, ele destacou a atuação da literatura nessa trilha. Para ele, a pergunta central é de questionar qual é o nosso lugar no mundo e "trazer à tona a realidade brasileira, mas também a realidade de cada um", disse.

Em 2026 o festival homenageia o baiano Milton Santos (1926-2001), pensador essencial na história do Brasil, no ano do seu centenário. Milton elaborou a geolocalização dentro dos planos cultural, social e intelectual e, segundo Afonso Borges, foi a grande fonte inspiradora do norte da edição.

Abertura oficial

Afonso se junta aos demais curadores — Sergio Abranches, Rafael Nolli e Carlos Vinícius — na abertura oficial do 14º Fliaraxá, às 18h, no Teatro CBMM. Representantes da Academia Araxaense de Letras participarão da entrega da Medalha de Honra ao Mérito aos homenageados Maria de Lourdes Bittencourt de Vasconcellos, uma "mestre da clássica" e Jerônimo Pereira de Lima, um "mestre popular", na visão de Borges.

A programação da noite segue com encontros que aproximam literatura, comportamento, música e reflexão social. Às 19h, a jornalista e escritora Leila Ferreira participa de conversa mediada por Matheus Leitão. Às 20h, o psicólogo e escritor Alexandre Coimbra do Amaral sobe ao palco em encontro mediado por Afonso Borges. Em seguida, às 21h, o rapper e compositor Djonga participa de um encontro mediado por Alexandre Coimbra do Amaral, em uma conversa que propõe reflexões sobre identidade, pertencimento, trajetória e experiências sociais, ampliando o diálogo entre literatura, música e pensamento contemporâneo.

Primeiro dia de programação

A programação da manhã e início da tarde será dedicada especialmente ao público infantojuvenil, reforçando o compromisso do Fliaraxá com a formação de leitores e com a literatura como espaço de descoberta, criatividade e afeto.

Às 8h30, no Teatro CBMM, Ina Arefieva e Luciana Olivier apresentam "O lobo-guará e os sons do cerrado", atividade que aproxima crianças do universo das narrativas e da relação entre natureza, cultura e imaginação. No mesmo horário, o auditório da Biblioteca recebe a mesa “A escola que fomos, a escola que somos, a escola que seremos”, com Antônio Augusto Menezes Maneira e Dilma Dutra Borges de Castro, mediada por Ulisses Pinheiro Lampazzi.

Na sequência, às 9h30, o Teatro CBMM recebe a contação de histórias “O peixe que não sabia nadar”, enquanto o auditório da Biblioteca promove o “Varal de Poemas: Eu vejo o mundo pela poesia”, conduzido pelas professoras Yasmin Amorin Viana de Castro e Rosiely Caroline Gonçalves Brito.

Às 14h, o Teatro CBMM conta “Histórias pra Boi dormir: histórias de lengalenga, contos e brincantes”, com o grupo Semeando Histórias, Tecendo Leitores. No mesmo horário, o auditório da Biblioteca recebe a mesa “Entrelinhas: O que a nova geração escreve?”, com Allexia Almeida, Nicole Keyle, Raíssa Resende e Isabelly Luiza Pimentel de Almeida, com mediação de Gisele Pimentel.

Já às 15h, o Teatro CBMM recebe “Quilombo Urbano dos Rufinos: histórias que minha vó contava”, com Rogéria Rufino e Marisa Rufino, em uma atividade que aproxima oralidade, ancestralidade e memória. No auditório da Biblioteca, é a vez da mesa “O poder da literatura para as infâncias”, com Ina Arefieva, Luciana Olivier e Marlette Menezes, mediada por Íris Santiago.

Literatura, memória e olhares sobre o mundo

A programação da tarde também reúne debates voltados à literatura, à memória cultural e às transformações sociais.

Às 13h, o auditório da Biblioteca recebe a mesa “Subterfúgios e enigmas na literatura: o lugar de Bernardo Guimarães”, com Marcus Caetano Domingos e Leni Nobre de Oliveira, mediada por Érica Daniela de Araújo.

Às 16h, o espaço recebe a mesa “O lugar das crônicas no mundo”, com Mary Santos, Carlos Vinicius e Lucilene. Em seguida, às 17h, está previsto o encontro “Araxá de ontem e de hoje: o que mudou no nosso lugar no mundo”, reunindo Marcus Paulo Queiróz Macêdo, Antônio Leonardo Lemos Oliveira, Leila Ferreira, Madalena Aguiar e Olavinho Drummond, com mediação de Silvéria Rita.

Às 18h, no Hall de entrada, abre a exposição “Meu lugar no mundo”, ampliando o diálogo entre literatura, memória e artes visuais dentro da programação do festival.

[14/05/2026 11:11:28]