
Dividido em “Ida” e “Volta”, Todo o resto é poesia acompanha uma relação construída entre Brasil e Argentina, atravessada por deslocamentos, encontros e diferenças linguísticas. Os poemas exploram o portunhol como linguagem afetiva e aproximam temas como pertencimento, memória e identidade de cenas cotidianas e experiências íntimas.
A linguagem é direta, mas carregada de imagens sensíveis e invenções expressivas. O livro constrói uma cartografia afetiva da América Latina. No fim, afirma a poesia como aquilo que resta e que sustenta tudo o mais.
“A felicidade de um nordestino típico em descobrir a Argentina e ser descoberto por ela”, resume o autor, no texto de divulgação. “O lirismo da vida cotidiana portenha, a beleza do país e o amor correspondido me inspiraram”. Assim como os escritos dos argentinos María Elena Walsh (1930-2011), Ernesto Sabato (1911-2011) e Claudio Conti — vivíssimo, aos 49 anos.
Israel Pinheiro conta que o livro foi escrito ao longo de um ano, em diálogo com a literatura, o cinema, a música e a história argentinas. “Defino o meu estilo de escrita como livre. Procuro escrever com liberdade, livre de tutelas ideológicas, identitárias e de formas”, diz, no release.
Nascido em 1984, Israel Pinheiro iniciou sua trajetória literária na prosa. É autor de As histórias que contei (independente, 2012), Um deus que não passeia sobre as águas (Autografia, 2021) e 3 natais recifenses (Caravana Grupo Editorial, 2024). Também foi premiado em concursos literários como o Luís Jardim, promovido pela Prefeitura do Recife, e o do Sesc Santo Amaro, em São Paulo. Sucesso com os leitores hermanos!







