Renata Penzani e Lumina Pirilampus lançam 'Coleção de sons de Cecília' no Rio
PublishNews, Redação, 20/04/2026
Evento na Livraria Ceci, na Urca, terá oficina de minilivros para crianças orquestrada por Anna Luiza Guimarães; Livro infantil aborda memória e finitude a partir da relação entre neta e avô

Ilustração de Luminas Pirilampus
Ilustração de Luminas Pirilampus

Após lançamento em São Paulo, Coleção de sons de Cecília (Cepe Editora), escrito por Renata Penzani e ilustrado por Lumina Pirilampus, chega ao Rio de Janeiro no próximo sábado, 25 de abril, das 11h às 14h, na na Livraria Ceci (Rua Marechal Cantuária, 102, Loja C — Urca, Rio de Janeiro / RJ). Haverá uma oficina gratuita e aberta a crianças e adultos de minilivros, além de sessão de autógrafos com as autoras.

Conduzida pela jornalista e pesquisadora Anna Luiza Guimarães, criadora da A Fabulosa Mala dos Menores Livros do Mundo — uma biblioteca-ateliê itinerante, dedicada aos livros em miniatura e à formação de leitores —, a atividade propõe uma experiência prática com dobras, colagens e pequenos formatos, convidando crianças e também adultos a criar livros artesanais a partir de memórias sensoriais.

Na narrativa, Cecília descobre que a audição é o último dos sentidos a desaparecer e decide reunir uma coleção de sons para prolongar a presença do avô hospitalizado. A partir dessa premissa, o livro percorre lembranças e afetos do cotidiano, transformando ruídos e vozes em matéria de vínculo.

Renata Penzani © Divulgação
Renata Penzani © Divulgação

“Na curadoria da Ceci, fica bem visível a minha paixão pela literatura para as infâncias. E poder ver o espaço tomado pelos pequenos leitores descobrindo livros diversos e de qualidade, como o lançamento da Renata Penzani, é um sonho realizado”, afirma Fran Junqueira, idealizadora e proprietária da livraria e também da Editora Tigrito, focada nas infâncias.

Sem recorrer a abordagens didáticas, a obra toca o tema da morte a partir do ponto de vista infantil, explorando a escuta como forma de permanência. “É o ouvido que desliga por último quando alguém morre. Escutar mantém a gente vivo!”, repete a protagonista, que passa a organizar um inventário sonoro que vai do barulho do alho e da cebola na panela ao canto das baleias.

Para Renata Penzani, a construção do livro dialoga com memórias pessoais e com a própria prática de escrita. “Sons fazem parte da minha escrita. Para escrever, costumo montar uma playlist temática de músicas que pensam junto comigo – tem de frutas, cores, poesia… e tem de Cecílias”, diz ao PublishNews.

“Se não mediamos a realidade também pelos livros enquanto linguagem artística, outros meios vão fazer isso por nós; a internet vai fazer isso, e também a inteligência artificial, o noticiário, o videogame, e por aí vai. A crueza dos acontecimentos da vida está aí em todo canto, e a criança não é alheia a ela”, completa a escritora.

As ilustrações de Lumina Pirilampus ampliam essa proposta ao incorporar colagens, texturas e recortes, criando uma espécie de paisagem visual dos sons imaginados pela personagem.

[20/04/2026 09:38:13]