
Diferentemente das edições anteriores, o sistema será automaticamente encerrado assim que atingir 100 originais cadastrados. A mudança busca dar mais agilidade ao processo de avaliação e resposta aos autores.
"A chamada contempla originais em português em áreas como romance, conto, poesia, literatura infantil e infantojuvenil, além de ensaios e obras de áreas como história, sociologia, fotografia e artes. Também serão aceitos projetos de reedição de clássicos da cultura pernambucana, desde que acompanhados de estudo crítico", explica o presidente do Conselho Editorial da Cepe, Fábio Lucas, ao PublishNews.
Na última chamada, realizada em 2024, a editora recebeu 543 trabalhos ao longo de dois meses — volume que superou as expectativas e alongou o tempo de análise. O processo, ainda em fase final, ampliou o número inicial de selecionados de 23 para quase 40 títulos.
"A Cepe tem buscado revelar ou divulgar nomes para o cenário literário, seja por meio de prêmios (nos prêmios Cepe Nacional e Hermilo Borba Filho), seja pelas obras escolhidas por nosso conselho. Cida Pedrosa já era uma autora relativamente conhecida, mas o seu Solo para vialejo, recomendado pelo conselho editorial, foi agraciado como Livro do Ano no Jabuti, dando a sua poesia o destaque merecido. É um caso parecido ao do poeta Daniel Lima, que recebeu, por sua estreia em livro, o Prêmio da Biblioteca Nacional quando tinha 95 anos", conta ao PN o editor da Cepe, Diogo Guedes.
"De indicações do conselho também vieram diversos livros premiados e finalistas em honrarias nacionais - Repórter Eros, de Valmir Costa, vencedor do Jabuti Acadêmico, e Pequeno caderno maranhense, de Nilson, finalista do Candango e do Oceanos, são alguns dos exemplos. A lista é enorme, e nos dá muito orgulho", completa Diogo.
Segundo a editora, a limitação no número de inscrições também abre caminho para uma maior frequência das chamadas. “Dependendo das características dos originais a serem inscritos agora, é possível termos a abertura de uma nova chamada ainda em 2026”, adianta Fábio Lucas, que também é jornalista e titular da coluna Literária, publicada aos domingos no Jornal do Commercio, de Recife.






