
Mais do que registrar a história do programa, a obra propõe uma leitura sobre como o ProAC contribuiu para reposicionar a cultura no campo das políticas públicas, afirmando-a como direito e estruturando mecanismos contínuos de financiamento. E, ao recuperar o cenário anterior à sua criação, o livro revisita os impasses do financiamento cultural no Brasil e os debates que levaram à formulação do programa. Exemplares serão distribuídos gratuitamente no evento de lançamento.
Nos capítulos, Viveiros detalha o funcionamento do ProAC — de editais a incentivos fiscais — e acompanha as transformações que ampliaram o acesso de artistas, coletivos e produtores culturais aos recursos. Nesse processo, o programa é apresentado como vetor de descentralização, com efeitos na circulação das artes, na formação de redes criativas e na interiorização das políticas culturais em diferentes regiões do estado.
A análise se estende aos impactos econômicos e sociais do fomento, abordando temas como geração de trabalho, dinamização da economia criativa e diversidade de linguagens. Ao mesmo tempo, o livro se debruça sobre os desafios atuais do setor, incluindo limites orçamentários, sustentabilidade dos modelos de incentivo e possíveis efeitos da Reforma Tributária.
A publicação reúne ainda depoimentos de agentes públicos e formuladores de políticas culturais que acompanharam diferentes momentos do programa, como Geraldo Alckmin, Antônio Roque Citadini, Vicente Cândido, João Batista de Andrade, Marcos Mendonça e Romildo Campelo.
Doutor em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Ricardo Viveiros é jornalista, professor e membro da Academia Paulista de Educação. Entre seus livros estão Justiça seja feita, A vila que descobriu o Brasil, Memórias de um tempo obscuro e O sol brilhou à noite.






