
Com ilustrações de Sonia Maria Luce Possentini e tradução de Luciana Baraldi, o livro recupera o incêndio ocorrido em 1911 na Incêndio da Triangle Shirtwaist Factory, que matou 129 operárias, muitas delas imigrantes. A narrativa é conduzida por uma perspectiva inusitada: uma das blusas produzidas na fábrica assume o papel de testemunha, reconstruindo as trajetórias e os sonhos das trabalhadoras.
A obra também resgata a atuação de Rose Schneiderman e Rose Rosenfeld Friedman, ligadas à histórica greve das “vinte mil”, que reivindicava melhores condições de trabalho e direitos. Ao revisitar esses episódios, o livro desfaz a ideia de que o Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, teria origem direta na tragédia, situando a data como resultado de décadas de mobilização feminista e sindical.
Premiado com o Prêmio Bologna Ragazzi 2025, o título combina texto e imagem para construir uma narrativa que articula história e sensibilidade. Mais do que olhar para o passado, a obra propõe refletir sobre a permanência de questões como a exploração do trabalho, a segurança nas fábricas e a luta por igualdade de direitos.






