
No acumulado do ano, os números confirmam um desempenho consistente do setor. Entre janeiro e dezembro de 2025, o mercado vendeu 60,33 milhões de exemplares, gerando uma receita de R$ 3,09 bilhões, crescimento de 7,75% em volume e 8,68% em faturamento em relação a 2024, quando foram vendidos 55,99 milhões de livros, com receita de R$ 2,85 bilhões.
Mesmo ao se desconsiderar o impacto dos livros de colorir, apontados como o grande fenômeno comercial no mercado de livros, o resultado permanece positivo. O mercado ainda registra crescimento de 1,94% em volume e 5,12% em valor sem este segmento, indicando uma expansão menos circunstancial e mais estrutural do setor.
Para Dante Cid, presidente do SNEL, 2025 fez história. “O ano passado vai ser lembrado sempre, seja pelo Rio de Janeiro ter sido escolhido a Capital Mundial do Livro pela UNESCO, seja pelos números superlativos da Bienal do Livro no Rio, seja pela consistência dos números apresentados nesse painel”, afirma, em comunicado à imprensa.
“Em praticamente todos os períodos tivemos resultados melhores que os comparativos com o ano anterior. Isso demonstra que estamos fazendo, nós editores, com livreiros, autores e todos os participantes do setor, algo de certo”, conclui Dante.
Na avaliação de Luiz Gaspar, diretor regional da NielsenIQ Book Brasil, o desempenho de 2025 aponta para tendências que vão além de um único produto editorial. “Em 2025, o mercado editorial brasileiro superou R$ 3,09 bilhões em faturamento, com crescimento consistente em volume. Mesmo sem o impacto dos livros de colorir, o mercado segue em expansão, indicando uma dinâmica mais estrutural”, analisa.
De acordo com o diretor, o período foi marcado por maior concentração em menos títulos, com destaque para os grandes sucessos, além do crescimento da Ficção e do segmento Infantojuvenil. “O desafio para 2026 será sustentar esse ritmo de crescimento em um cenário de possível arrefecimento dos livros de colorir, aproveitando ao mesmo tempo as oportunidades trazidas por um ano marcado por Copa do Mundo e eleições”, prevê.
Os dados do Painel têm como base o monitoramento da Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas diretamente no caixa de livrarias, e-commerces e varejistas parceiros em todo o país. Divulgado pelo SNEL a cada quatro semanas, o levantamento tem como objetivo ampliar a transparência da indústria editorial brasileira e oferecer subsídios para a tomada de decisões por empresas de diferentes portes.






