
Ruy já recebeu outras quatro estatuetas do Jabuti ao longo dos 60 anos de carreira, e fala sobre a emoção de conquistar novamente a principal premiação literária do país, que tanto significa para a sua trajetória e para o gênero biográfico no Brasil.
"O prêmio de 1996, pelo livro Estrela Solitária, foi importantissimo não só para mim, como para a literatura brasileira da época porque o livro estava proibido de circular por causa de uma ação movida pelos advogados dos filhos de Garrincha, que queriam dinheiro da Companhia das Letras. O livro estava proibido há seis ou oito meses e a CBL premiou este livro, uma medida corajosa e importante. E pensei que essa emoção jamais poderia ser superada. Até que, de repente, me senti surpreendentemente nervoso e ansioso no Theatro Municipal, agora, querendo ser premiado novamente. Foi uma coisa extraordinária", recorda Ruy, na entrevista.
No bate-papo, o autor detalha o processo de criação do livro, que apresenta um formato particular: um mosaico de 99 crônicas que revelam diferentes facetas de Tom Jobim (1927-1994), suas obsessões, sua escuta sensível e sua relação com a música e com a natureza. Ele compartilha ainda bastidores da pesquisa, as fontes e arquivos que foram essenciais para estruturar a obra e conta quais descobertas inesperadas influenciaram o rumo da narrativa.
O episódio encerra com os projetos que seguem na mesa do autor, novas pesquisas, possíveis biografias e trabalhos que o público pode esperar para os próximos anos. Escute!






