
Sobre a escrita de Flesh, o autor disse em entrevista ao jornal londrino The Guardian, em fevereiro deste ano: “Decidi abandonar um livro que havia começado em 2017. Simplesmente não estava funcionando, então senti como se um peso tivesse saído dos meus ombros… Nada em Flesh é diretamente autobiográfico, mas começou com a minha experiência subjacente de estar entre dois lugares e não me sentir 100% em casa em nenhum deles”.
Considerado o mais prestigiado prêmio da literatura em língua inglesa, o Booker Prize distingue anualmente o melhor romance publicado no Reino Unido e/ou na Irlanda. O vencedor recebe £ 50 mil, o equivalente a R$ 325 mil. Já o International Booker Prize reconhece obras traduzidas para o inglês, dividindo o valor entre autor e tradutor.
Em seu sexto livro, Szalay acompanha a trajetória de István, da juventude na Hungria à meia-idade em Londres, onde passa a trabalhar para famílias endinheiradas. O romance trata de masculinidade, classe social, migração, trauma, sexo e poder, temas centrais também em obras anteriores do autor.
O júri de 2025 contou ainda com Sarah Jessica Parker, Chris Power, Ayọ̀bámi Adébáyọ̀ e Kiley Reid. Flesh superou uma lista de finalistas que incluía The Land in Winter, de Andrew Miller (favorito das casas de apostas), The Loneliness of Sonia and Sunny, de Kiran Desai (vencedora do Booker 2006), Flashlight, de Susan Choi, Audition, de Katie Kitamura, e The Rest of Our Lives, de Ben Markovits.
Nascido em Montreal, filho de pai húngaro e mãe canadense, David Szalay cresceu em Londres e formou-se em Oxford. Trabalhou como executivo de vendas de publicidade financeira — experiência que inspirou o romance de estreia London and the South-East. É também autor de Spring, The Innocent e da coletânea de contos Turbulence. Nenhum de seus livros foi traduzido para o português do Brasil.






