
A Fósforo faz parte do grupo de organizadores deste prêmio desde antes de ser lançada! "O prêmio começou a ser desenvolvido em 2020, ao mesmo tempo em que a Fósforo estava se preparando para lançar os primeiros títulos em maio de 2021, então vemos essa iniciativa como parte essencial da nossa identidade como editora", recorda a editora Ana Luiza Greco, da casa editorial.
"Desde o início, construir um relacionamento próximo e colaborativo com nossos colegas da América Latina foi uma prioridade para nós, e esta é exatamente a intenção do prêmio: celebrar e fortalecer a produção de não ficção latinoamerica, borrando as fronteiras dos nossos países com o trabalho conjunto entre as dez editoras independentes organizadoras", revela Ana Luiza.
Podem concorrer textos com extensão entre 28 mil e 75 mil palavras, desde que não tenham sido enviados previamente a editoras ou a outros prêmios durante o período de submissão. Os originais devem ser apresentados sob pseudônimo e enviados em formato pdf ou doc, por meio da plataforma oficial do prêmio. A obra vencedora será publicada simultaneamente por editoras em dez países latino-americanos.
Criado por uma rede de casas independentes da região, o prêmio nasce como resposta à dificuldade crescente de produção de pensamento crítico fora das lógicas dominantes, em defesa da bibliodiversidade e da circulação de vozes sortidas no campo editorial latino-americano.
Segundo os organizadores, refletir "fora de qualquer dogma, instituição ou tendência ancorada nos algoritmos das redes sociais" tornou-se um desafio, o que torna ainda mais urgente a circulação de ideias independentes. A proposta é incentivar ensaios que enfrentem as crises contemporâneas e proponham leituras próprias sobre o presente, atravessando fronteiras e ampliando o debate público.
Uma aliança editorial latino-americana
As duas obras vencedoras até aqui, Sumário de plantas oficiosas, de Efrén Giraldo (Fósforo, 2023) e Alfabeto russo (2025), de Marina Berri, representam perfeitamente as ambições do prêmio, que leva os autores a participar de feiras e eventos de lançamento na América Latina.

Lançado na primeira metade da década de 2020, o prêmio é fruto da articulação entre editoras independentes de diferentes países da América Latina, com o objetivo de criar uma circulação regional para a não ficção contemporânea. Além da Fósforo, integram a iniciativa selos como El Cuervo (Bolívia), Godot (Argentina), La Pollera (Chile), Libros del Fuego (Venezuela), Luna Libros (Colômbia), Elefanta (México), El Fakir (Equador), Trabalis (Porto Rico) e Criatura (Uruguai).
Mais do que reconhecer um título, a proposta do prêmio é operar como uma rede de publicação e difusão, garantindo que a obra vencedora atravesse fronteiras linguísticas e editoriais e alcance leitores em diferentes países da região.
Conheça o edital completo e inscreva-se aqui, no site oficial da premiação.






