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Os destaques da Área Indie no mês de fevereiro
PublishNews, Redação, 07/02/2023
Neste mês, cinco destaques da Ases da Literatura tiveram notas no PublishNews

O PublishNews publica mensalmente a Área Indie, espaço que reúne informações sobre livros lançados de forma independente ou autopublicados. Neste mês, são cinco destaques.

Amor de manjericão é um sopro, um instante, uma chance ímpar de encontro. É uma conversa de uma mulher com outras mulheres. Muitas vezes damos voltas e mais voltas até encontrar nosso caminho. E nessas idas e vindas não é raro nos sentirmos desorientados e soltos.

Assim acontece com a mãe de Laurinha que, estando completamente perdida após completar quarenta anos e enfrentar um divórcio, decide encontrar a si mesma, abrir suas asas e alçar voo para uma nova vida. Perceber-se mulher, ganhar seu espaço e voltar a amar nem sempre são tarefas simples. E para essa mãe não foi. Mas, por que não tentar?

Não é difícil perceber nessa história o forte olhar feminino sobre a vida e as nuances da trajetória de uma mulher que não desiste de si mesma. O romance é a porta de entrada para a discussão de várias temáticas como etarismo, sexismo, maternidade, síndrome do ninho vazio, relações familiares e interpessoais. O manjericão entra aqui não só como um tempero, mas como um aroma, um sabor, um gosto que precisamos ter pela vida, enfim, ele traz à essa história um toque sutil, mas capaz de transformar a vida da mãe de Laurinha.

A autora, Ana Paula Couto, nasceu em Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro. Começou a escrever na adolescência e sempre se sentiu mais representada pela palavra escrita do que pela falada. Formou-se na Faculdade de Letras e ingressou no magistério como professora de Línguas Inglesa e Portuguesa.

Por muitos anos a escritora ficou adormecida, dando luz à educadora. Em 2020, em meio à pandemia, a até então só professora se viu tragada pela necessidade de expressar-se novamente através das palavras e voltou a escrever contos e crônicas. Em 2021 participou da Antologia da pandemia – Diário dos confinados pela Editora Resilience e também da coletânea Lendas da nossa terra: Quem conta um conto? pela mesma editora. Em julho de 2022 lançou mais alguns contos e crônicas na coletânea Delas para elas pela Editora Inovar. Nesse ínterim, retomou à escrita de um conto que se transmutou, tornando-se o livro Amor de manjericão, primeira obra solo da autora que tem 53 anos, é casada, tem uma filha e continua lecionando e escrevendo.

O segundo destaque é de Renato Maia e o seu livro Allegro ma non troppo, autor que largou um emprego estável para fazer o que realmente amava: escrever.

Há quem diga que a crônica está fora de moda. Esse gênero, considerado menor, menos nobre, indigno de um ganhador de prêmio Nobel de Literatura, é presa fácil das línguas ferinas dos literatos em suas mesas empoeiradas. Porém, como pode estar fora de moda um gênero que traz a referência ao tempo em seu próprio nome? Para Antônio Cândido, a crônica está sempre ajudando a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas e das pessoas, pois pega o miúdo e mostra nele a grandeza. Em tempos tão confusos e cinzas, por que, então, não retornar a um gênero que restabelece dimensões, faz muito com pouco e extrai sorrisos até dos carrancudos?

Mas convém não exagerar! O sorriso da crônica não pode ser gargalhada. Uma crônica que se preze não faz ninguém mostrar todos os dentes. É preciso manter algum grau de gravidade para que a vida seja entendida como algo de que se deva sorrir, mas não debochar. O sorriso que a crônica suscita deve ser um sorriso de canto de boca. Alegre, mas não muito.

Esta é a proposta de Renato Maia, nascido em 1984, no ABC paulista. O autor é formado em Audiovisual e Filosofia. Sabendo da promissora capacidade de suas áreas de formação proverem o seu sustento, Renato, como todo humano temente ao Deus das contas vincendas, foi aprovado em um concurso público de um grande banco e nesse trabalho construiu, com afinco, dedicação e disciplina, os mais sólidos alicerces de sua infelicidade.

Há dez anos, um colapso nervoso o alertou sobre a possibilidade de morrer durante um dia de trabalho, numa semana em que pudesse haver emenda de feriado. Decidiu, pois, largar uma vida segura e rentável como consultor de investimentos concursado e se demitiu no exato dia em que seria promovido. Desde então, em vez de ser um proto-artista frustrado com bolso de funcionário concursado, optou por ser um ex-concursado, com bolso frustrado de artista.

Não obstante, hoje tem todas suas contas em dia e afirma ter dinheiro suficiente para viver com tranquilidade… desde, é claro, que morra até o fim da próxima semana.

Atualmente, trabalha no setor audiovisual, exercendo as funções de diretor, roteirista, fotógrafo e montador. Cinema, Filosofia e Literatura são seus maiores e verdadeiros guias nesta jornada. Allegro ma non tropo é seu mais novo lançamento literário.

O terceiro destaque é o livro O presidente que morreu, do autor Felipe de Caux, que narra uma história com aspectos de realismo fantástico, recheada de suspense, intrigas, humor e jogos políticos que, apesar de fictícios e retrógrados, são globalmente atuais.

Surpreendido com a inesperada notícia, Alberto decide manter a morte súbita do presidente em segredo de estado, até elaborar um plano para manter o atual governo ditatorial em ato. Sustentado pela imagem do falecido, ele precisa cuidadosamente jogar com as peças da máquina política que domina o governo. Para manter o segredo, conta com a participação de Jeremias, segurança fiel do presidente. Mas o que não estava nos planos acontece: o cadáver do presidente sai do roteiro e desaparece. Enquanto procuram pelo corpo, o movimento que há anos luta contra a ditadura cresce e ameaça o atual governo. De um modo quase zombeteiro, o cadáver do presidente perambula pela cidade.

Mostrando um pouco do que podemos esperar no livro, o autor, Felipe de Caux, diverte, contando um pouco sobre si: "Nascido, por falta de opções melhores, no terceiro planeta do sistema solar, especificamente nas coordenadas 19° 55' S 43° 56’ O, é um sobrevivente dos anos 80 e 90 com apenas leves sequelas psicológicas. Cresceu embalado por grandes escritores e sonhou em um dia se tornar um, mas, apesar disso, acabou tornando-se médico. Cursou faculdade em Cuba e, após a formatura, movido por um saudosismo ordinário, retornou ao Brasil, onde se especializou e trabalhou por uma década, e, nas horas vagas, viveu. Ávido por aventuras e por não encontrar carona para outro planeta, fez o caminho inverso dos seus ancestrais e mudou-se para a Alemanha. Nesse período, Felipe finalmente sentou-se pela primeira vez e escreveu o livro O presidente que morreu".

O quarto destaque vem com a autora Monica Audrey, do livro Como usar o seu diário, que é apaixonada por diários.

Audrey é designer, personal organizer, gerente de projetos, autora, criadora de conteúdo e adora realizar novas criações relacionadas a conforto, bem-estar e organização. É apaixonada por design e autoconhecimento. Escreve sobre planejamento, minimalismo, gratidão e transformação pessoal.

Através deste guia desenvolvido pela própria autora, você poderá aproveitar o máximo de seu diário com:

  • Modelos de afirmações, escrita diária, escrita criativa e visualização de futuro;
  • Listas de gratidão;
  • Maneiras de expressar suas emoções no papel e registrar sonhos;
  • Orientações para reler seus registros com eficiência, obtendo o melhor de sua jornada de autodescoberta e crescimento;
  • Cartas para si e para outros;
  • Entre outros.

E, claro, você aprenderá a adaptar esses métodos às suas próprias maneiras de pensar para agregar valor à sua vida por meio do simples hábito de usar seu diário.

E o quinto e último destaque do mês fica com Língua doce: A carta de uma abelha sem ferrão, de Débora de Oliveira, uma história publicada pela Editora Ases da Literatura. Acompanhamos a jornada de uma abelha sem ferrão que viaja em busca de plantações de tomates e descobre um mundo desarrumado. Ela enfrenta as diferenças sociais entre as abelhas na cidade e luta para se adaptar às mudanças climáticas, decidindo ajudar. A história nasceu da pandemia, com a autora buscando introduzir de forma lúdica temas importantes, como mudanças climáticas, descarte inadequado de plásticos e microplásticos e sua influência em pessoas com autismo e transtornos sensoriais. A amizade e a esperança são temas-chave, assim como o despertar do conhecimento sensível e a importância da integração consciente das crianças com o meio ambiente. A autora mantém um canal sobre meliponicultura e prepara um podcast para explorar esses temas. Ela buscou criar uma história para ajudar pais e filhos a se conectarem com as abelhas nativas que estão desaparecendo.

Para saber como participar da seção Área Indie, um publieditorial, escreva para a Karina Lourenço, no e-mail karina@publishnews.com.br.

A Área Indie é um publieditorial que reúne mensalmente lançamentos, com informações sobre livros lançados de forma independente ou autopublicados. Para saber como participar da seção, escreva para o comercial do site no e-mail comercial@publishnews.com.br.

Tags: Área Indie
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