Skeelo passa a vender livros físicos em sua plataforma
PublishNews, Guilherme Sobota, 24/01/2023
"Ecossistema" da empresa se expande com entrada no varejo de volumes físicos e chegada de novos profissionais

O Skeelo, serviço conhecido pela ampla plataforma de livros digitais, passou nos últimos dias a vender também livros físicos, num movimento de expansão, segundo a empresa.

A compra é realizada no mesmo endereço da web – skeelo.com – e já está disponível (novos títulos serão adicionados ao longo das próximas semanas). Algumas das principais editoras do mercado já compõem o catálogo, e a ideia é ter no total cerca de 600 mil títulos (físicos) disponíveis na loja virtual, de obras trade. Com a experiência de compra na loja do Skeelo, quem faz o fullfiment é um parceiro comercial.

A empresa se consolidou nos últimos anos como uma plataforma de conteúdo digital (e-books, audiobooks e outros conteúdos editorais) distribuída com tecnologias diversas – primeiro, por meio das empresas de telecomunicação e depois buscando também outros parceiros. É o que eles chamam de modelo B2B2C, no qual o Skeelo é lider no segmento.

O que o Skeelo entendeu foi que poderia se expandir ainda mais. A chegada do executivo André Palme, em agosto de 2022, então como Chief Business Development Officer (CBDO), era um sinal claro nesse sentido. Agora, Palme assume outra posição – Chief Marketing & Content Officer (CMCO) –, o que consolida a caminhada da empresa nessa direção.

Outros dois executivos também começaram no Skeelo recentemente: Marcos Bulhões (CCO, Chief Commercial Officer) – engenheiro com carreira na área de Business Development, com experiência na TIM e no Avatar World Group – e Douglas Ribeiro (Diretor de Novos Negócios) – ex-Verisoft Brasil.

Rodrigo Gabriel, executivo que já estava na empresa, se desloca agora exclusivamente para a área comercial e de negócios, mantendo o cargo de COO.

"O Skeelo quer cada vez mais se consolidar como um player, um agente de mercado, sólido, firme e parceiro das editoras", afirma Palme em entrevista ao PublishNews. "A gente entende que o mercado se beneficia de ter um player jogando assim, trazendo mais opções para autores, agentes e editoras. É mais uma maneira de rentabilizar os livros, ter uma vitrine maior".

Ele ressalta que diferente de outros players, o Skeelo não atua como editora. "Não compramos direitos no mercado. Alguns conteúdos fazemos co-produções, como audiobooks, que podem ser mais caros. Mas o foco é viabilizar canais para escoar a produção das editoras".

Concorrência

Para o executivo, há um lugar a ser disputado no varejo de livros. "A gente entende que existe um grande player. Depois dele, existe um segundo lugar não ocupado de maneira muito consolidada. A ideia é buscar esse segundo lugar. Entendemos que isso é bom pros leitores, muito bom pras editoras e players de conteúdo, e para o Skeelo faz muito sentido. Não estamos abandonando um modelo de negócio, mas sim expandindo".

Para Palme, é um amadurecimento da companhia. "Temos um planejamento sólido do que queremos ser enquanto companhia em 5 anos, e estamos tomando os passos para chegar lá. Também não é esquizofrênico, porque as áreas conversam, o B2B e o B2C. É um ecossistema", conclui.

Programa de estágio

Outra novidade na empresa foi que no começo de janeiro seis mulheres iniciaram como estagiárias Skeelo, pelo Programa SER. Anunciado ainda em 2022, o SER (Programa de Estágio Skeelo 2023) tinha vagas afirmativas para pessoas negras (pretas e pardas), "para nos posicionarmos no combate ao racismo estrutural", segundo a empresa. As novas estagiárias estão nas equipes de Marketing, Design, CRM, People, Dados e Conteúdo.

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[24/01/2023 09:40:00]