
Ainda no Globo há matéria sobre Vale da estranheza (Companhia das Letras), livro da americana Anna Wiener. Em 2013, ela trocou seu trabalho numa editora nova-iorquina por uma startup na Califórnia, na época em que se vivia o auge das promessas digitais. A projeção de sucesso profissional não se cumpriu, mas rendeu este livro, testemunho melancólico em primeira pessoa sobre como as empresas de tecnologia rapidamente se tornaram ameaças para a democracia e para a privacidade do cidadão.
Globo, Estadão e Folha deram a notícia de que um poema inédito de Luís de Camões (1524-1580) foi encontrado numa biblioteca em Portugal. Segundo o pesquisador Nuno Júdice, ele estava em um manuscrito, tem o título Cristo atado à coluna e teria chegado às mãos de Manuel de Faria, editor de obras de Camões no século XVII. No soneto, Camões afirma que “Cristo é torturado e chicoteado, mas liberta se pelo amor à humanidade”. Na visão de Júdice, que também é poeta e ficcionista, o autor “desenvolve uma ideia nada ortodoxa” em relação ao catolicismo vigente na época..
Também no Estadão, na coluna “Um livro por semana”, Maria Fernanda Rodrigues escreveu sobre A filha primitiva, romance premiado de Vanessa Passos que investiga os efeitos do silêncio em relações marcadas por traumas. O romance foi o vencedor da última edição do Prêmio Kindle de Literatura e sua edição impressa está sendo entregue agora às livrarias pela José Olympio.
Ainda no Estadão, uma matéria do New York Times fala sobre Hollywood endings, nova biografia que Ken Auletta escreveu sobre Harvey Weinstein, o magnata do cinema que foi condenado por estupro e mais um crime sexual em Nova York, enquanto aguarda julgamento por novas acusações na Califórnia. Para o autor, o relacionamento de Weinstein com o irmão e outros integrantes de uma corte poderosa de Hollywood “é digno de Shakespeare”, na prateleira das tragédias.






