
As perdas acumuladas no ano já são de 12,9% em valor e de 15,4% em volume. De novo, em números absolutos, quer dizer que de janeiro ao julho foram vendidas 23,6 milhões de cópias o que resultou em R$ 1 bilhão nos caixas dos estabelecimentos monitorados pela GfK.
Na semana passada, a Nielsen – outro instituto de pesquisa que também monitora o varejo de livros no Brasil – divulgou seus números. Eram mais otimistas, com as vendas subindo 4,34% em volume e 2,67% em valor. Seja qual for o resultado, vale lembrar que a base de comparação dos dois estudos já era muito ruim. Os meses de maio e junho de 2018 interromperam um período de crescimento acima da inflação iniciado em fevereiro do ano anterior. Isso porque dois eventos consecutivos – a greve dos caminhões em maio e a Copa do mundo entre junho e julho – afetaram negativamente o comércio como um todo. O de livros não fugiu a essa regra. A própria GfK dizia que o faturamento caiu 5% em comparação com igual período do ano anterior.
Outro destaque do relatório da GfK/ANL foi o crescimento de 2,9% no preço médio ao consumidor e o patamar de descontos que segue inferior ao praticado em 2018.
O torneio de futebol impacta também a performance das categorias de livros. Turismo / Lazer / Culinária foi a que mais perdeu (-64%). É que o instituto de pesquisa coloca aí os álbuns de figurinha da Copa. Sem eles, a categoria desidratou. Na contramão disso, livros de Autoajuda (39%) e Administração / Economia (29%) estão em alta.
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