
No acumulado do ano, a queda no faturamento foi de 2,67% (novamente, desconsiderando a inflação), fechando as 16 primeiras semanas do ano em R$ 534.736.491,58 versus R$ 549.388.033,62 no mesmo período do ano passado. Em termos de volume, a queda foi ainda maior. Nas 16 primeiras semanas de 2015, foram comercializados 13.400.690,00 exemplares, versus 11.850.247 no mesmo período de 2016, queda de 11,57%.
Essa tendência de queda deve se fortalecer no mês período cinco, que pega o mês de maio, quando, no ano passado, o fenômeno dos livros de colorir viveu seu auge (de cada 100 exemplares vendidos nas livrarias brasileiras, 17 eram desse gênero). Sem um fenômeno parecido em 2016, o comparativo período a período deve evidenciar ainda mais forte essa queda.
Em épocas de vacas magras, o brasileiro quer se reinventar. E isso se reflete no Painel. O gênero Não Ficção Especialista cresceu 20,6% em importância no período. Títulos na categoria Gerenciamento e negócios cresceram 269% e na categoria Concursos públicos, o aumento foi de 194%. Todos os outros gêneros apresentaram queda: Infantil, juvenil e educacional (-2,1%); Não ficção trade (-15,3%) e Ficção (-5%).
O preço médio dos livros no Brasil cresceu de R$ 41, em 2015, para R$ 45,12 em 2016, variação de 10,07%. Dentro das categorias, justamente o preço dos livros de Não Ficção Especialista foi o que sofreu mais variação. Saltou de R$ 60,98 para R$ 67,34, aumento de 10,4%.
Clique aqui para ter acesso à íntegra do Painel.