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PublishNews 15/06/2026
Seja você um autor em busca de polimento final para seu manuscrito, uma editora que deseja expandir sua presença global com traduções confiáveis ou quem procura roteiros cativantes na linguagem de quadrinhos, estamos aqui para ajudar
Estamos há 50 anos, distribuindo as melhores editoras, do mercado para as livrarias de todo o Brasil
A Catavento atua no mercado de distribuição de livros para todo o país.
PublishNews, Guilherme Sobota, 15/06/2026

Depois de um fim de semana movimentado pela Copa do Mundo, a Lista Nielsen-PublishNews de Mais Vendidos desta segunda-feira (15) traz sete novos títulos, divididos entre três categorias. Um dos destaques é a série Não mexa (Intrínseca), sucesso japonês do autor Mikito Chinen, traduzido por Lídia Ivasa e Luis Libaneo. O livro — um thriller de terror baseado numa série de assassinatos fictícios — é dividido em dois volumes: um deles imita um smartphone do personagem principal, e além dos textos da história conta com imagens e capturas de telas, numa proposta de imersão do leitor. O segundo volume, por sua vez, traz a avaliação psiquiátrica do assassino, por meio de transcrições de entrevistas, matérias, plantas baixas e fotos. As obras foram um sucesso no Japão e venderam mais de 140 mil exemplares somente no primeiro mês de lançamento. Outra novidade da semana é um romance de Rebecca Yarros, publicado originalmente em 2020 e que chega agora ao Brasil pela Editora Arqueiro: As coisas belas e preciosas foi escrito antes da autora lançar Quarta asa, título que lhe deu projeção internacional. Clique no Leia mais para ler a nota na íntegra.

PublishNews, Monica Ramalho, 15/06/2026

A escritora carioca Eliana Alves Cruz foi a primeira vencedora do Prêmio Guimarães Rosa, criado este ano pela Academia Brasileira de Letras (ABL) e entregue ao melhor livro de ficção publicado em 2025, com o romance Meridiana (Companhia das Letras). O resultado foi divulgado na noite de sexta-feira, 12 de junho, e rapidamente dominou as postagens nas redes sociais — uma das primeiras a repercutir foi a TV Brasil, que contrata Eliana como apresentadora do programa Trilha de Letras. A ABL anunciou ainda os vencedores das outras duas premiações novatas: o poeta baiano Fabricio Oliveira recebeu o Prêmio Manuel Bandeira de poesia por Noite obscena (Editora Mondrongo), enquanto o autor curitibano Caetano Galindo conquistou o Prêmio Euclides da Cunha com Na ponta da língua: o nosso português da cabeça aos pés (Companhia das Letras), para Humanidades. Clique no Leia mais para ler a nota na íntegra.

PublishNews, Redação, 15/06/2026

A República Tcheca (ou Tchéquia) revelou o projeto do pavilhão que ocupará o espaço do país convidado de honra da Feira do Livro de Frankfurt 2026, marcada para os dias 7 a 11 de outubro. Com 2.433 metros quadrados, a estrutura foi concebida pelo estúdio JinJan, de Praga, e terá como principal característica grandes volumes infláveis que remetem à imaginação humana e ao universo da literatura. Batizado de Rozhraní imaginace (Fronteiras da imaginação), o projeto foi escolhido por um júri internacional e desenvolve o conceito da participação tcheca na feira: “República Tcheca: um país litorâneo”. Embora o país não tenha saída para o mar, a proposta o apresenta simbolicamente como um território capaz de navegar pelos mundos da ficção, da criatividade e da imaginação. Leia mais!

PublishNews, Redação, 15/06/2026

O portal Guia do Estudante preparou duas listas de livros para quem está interessado na Copa do Mundo. Em uma delas, o site indica seis títulos para conhecer a literatura de Marrocos, Haiti e Escócia, rivais do Brasil na primeira fase do Mundial. Entre os autores, estão Rim Battal, Leïla Slimani, Edwidge Danticat e Jacques Roumain, este considerado um dos fundadores da literatura haitiana moderna. Outra lista mostra livros dos países-sede da Copa do Mundo que estão no MEC Livros, a nova biblioteca pública digital criada pelo governo federal. O site Fora do Plástico noticiou que a Conrad anunciou para julho o lançamento do segundo volume de A guerra dos gibis, de Gonçalo Junior, continuação do livro-reportagem premiado, que irá abordar a censura de quadrinhos eróticos durante a ditadura militar. O Diário do Comércio reuniu em uma matéria títulos recentes do mercado editorial brasileiro que questionam cultura da performance e a epidemia do cansaço. Clique no Leia mais para ver outras notícias do fim de semana.

PublishNews, Fernando Tavares, 15/06/2026

"Toda semana a conversa volta. No grupo de WhatsApp, no corredor da feira, naquele almoço com colegas: a inteligência artificial vai acabar com os autores, vai acabar com os tradutores, vai acabar com o trabalho intelectual, vai acabar com o livro. Do outro lado da mesa, alguém igualmente convicto responde que a IA vai resolver tudo, escrever tudo, traduzir tudo, e que daqui a pouco a editora roda sozinha. Calma. Quem trabalha de verdade com inteligência artificial, todos os dias, com as mãos no código e no texto, sabe que nenhuma das duas histórias se sustenta. A IA não é a salvadora dos mundos nem a destruidora deles. Ela é uma tecnologia que está, sim, provocando mudanças profundas e aumentando a complexidade de quase tudo que fazemos. Mas tratar isso com fé ou com pânico é a forma mais rápida de errar feio. O que tenho observado é que, no esforço de parecer racionais sobre a IA, somos nós, humanos, que viramos os irracionais da conversa". Leia o artigo de Fernando Tavares para o PublishNews!

PublishNews, Redação, 15/06/2026

Clássicos da literatura universal ganham frescor com a chegada da coleção Clássicos MinaLima ao Brasil. Publicada pela HarperKids, a série reúne edições de luxo concebidas pelo premiado estúdio de design MinaLima, fundado pelos designers Miraphora Mina e Eduardo Lima e responsável pela identidade visual dos filmes da franquia Harry Potter e Animais fantásticos. A coleção revisita obras fundamentais da literatura universal em projetos gráficos que convidam o leitor a abrir janelas, desdobrar mapas, movimentar mecanismos e explorar detalhes escondidos ao longo da narrativa. As edições propõem uma experiência imersiva que aproxima diferentes gerações dos grandes clássicos. Já estão nas livrarias os títulos O maravilhoso mágico de Oz, de L. Frank Baum, e Frankenstein, de Mary Shelley, A Bela e a Fera, de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, Peter Pan, de J. M. Barrie uma edição comemorativa dos 80 anos de O pequeno príncipe, de Antoine de Saint Exupéry.

PublishNews, Redação, 15/06/2026

Em A confraria da oliveira (Vestígio, 240 pp, R$ 64,90), a árvore oliveira torna-se o eixo simbólico da narrativa desta jornada ao passado de uma família cuja memória vive nas raízes e nos galhos de uma árvore centenária. No dia em que completa cinquenta anos, Branca recebe uma notícia inesperada: herdou uma oliveira ― uma árvore de azeitonas ― em Santarém, Portugal, de um parente desconhecido. A herança é o ponto de partida deste romance da jornalista e escritora Luize Valente, que narra a vida de duas mulheres separadas por cinco séculos e unidas por um segredo familiar. Uma história que começa na cidade do Rio de Janeiro, em 2018, e volta ao Portugal do século XVI. Em paralelo à revelação da herança, Branca atravessa um momento de esgotamento profissional e pessoal, presa a um relacionamento que se deteriora em conflitos sutis e relações de poder.

PublishNews, Redação, 15/06/2026

Menina (Paris de Histórias, 200 pp, R$ 89,90, traduzido por Laura Barbosa Campos, com colaboração de Isadora Bonfim Nuto), de Camille Laurens, narra a trajetória de Laurence Barraqué desde o nascimento, quando a decepção do pai por não ter um filho homem marca simbolicamente sua entrada no mundo, até a idade adulta, revelando como essa rejeição inicial e as normas sociais impostas às mulheres influenciam profundamente sua formação. Ao longo das diferentes fases da vida — infância, adolescência e maturidade —, Laurence confronta expectativas de gênero, descobre sua sexualidade e questiona os papéis que lhe são atribuídos, em uma narrativa fragmentada e reflexiva que mistura memória e análise. O romance propõe, assim, uma crítica incisiva ao patriarcado e à linguagem que o sustenta, explorando como a identidade feminina é construída, limitada e, ao mesmo tempo, reinventada.

“Os homens, como os livros, têm seus destinos.”
Machado de Assis
Escritor brasileiro (1839-1908)
1.
Elo Monsters Books: Flow Pack
2.
Engenharia do lucro
3.
A saúde do coração na era da alta performance
4.
Do dia para a noite (Day to night)
5.
Entre o ego e o sagrado
6.
Mais esperto que o diabo
7.
Dias quentes (Spring Summer)
8.
Isso e aquilo (This & That)
9.
Dias frios (Fall Winter)
10.
Educação da tristeza
 
Publishnews, Redação, 15/06/2026

A mudança para Curitiba nunca foi a primeira opção de Ana Laura, protagonista que tem o mesmo nome da autora de Fantasma: Um romance que eu acho que vivi (Intrínseca, 192 pp, R$ 58,40), Ana Laura Lopes. Deixar Belo Horizonte para trás parecia um pesadelo. Se afastar dos pais, do irmão e de sua gatinha só pareceu fazer sentido quando ela percebeu que essa era sua grande chance de realizar o sonho de ser cantora. Com a ajuda de uma empresária bem-sucedida na indústria da música, Ana começa a conhecer o passo a passo para se tornar uma estrela e é apresentada a pessoas que podem mudar sua vida. Não demora para seu caminho cruzar com o de Guilherme, o guitarrista lindo e tatuado que nunca tira o boné de aba reta. Ao se esbarrarem no estúdio de gravação e frequentarem os mesmos rolês, ele logo deixa de ser apenas um músico que ela segue nas redes sociais. Esse crush parece prestes a se tornar algo mais, e Ana decide mergulhar de cabeça nessa história ― mesmo que (quase) tudo indique que não seja a melhor ideia. Entre os desafios do trabalho, as expectativas da família, a saudade das amigas e essa paixão avassaladora, Ana ainda precisa desbravar uma nova cidade e ter foco para não deixar seu sonho de lado. Ela só não esperava ter que lidar também com pesadelos estranhos, luzes se apagando do nada, portas batendo e o interfone tocando sozinho no meio da madrugada. Longe de casa, entre malas para desfazer em um apartamento do tamanho de uma caixa de fósforos, Ana vai precisar de mais do que apenas talento: será preciso muita coragem para lidar com os fantasmas da vida adulta e muita determinação para mostrar sua voz para o mundo. E conquistá-lo de vez.

PublishNews, Redação, 15/06/2026

Nesta narrativa hipnótica sobre os limites entre a realidade e a encenação nas relações mais íntimas, a premiada autora Katie Kitamura (Fósforo, 160 pp, R$ 75) nos envolve em um jogo de espelhos que culmina num convite à desconstrução dos papéis sociais que todos nós desempenhamos. A trama de Audição começa em um restaurante, com um misterioso encontro entre uma atriz consagrada e um jovem chamado Xavier. Sob a névoa de um segredo, a personagem-narradora interage com o rapaz numa mistura de estranhamento e fascínio. A semelhança física entre os dois é perturbadora, e ela tem a sensação de reconhecer nele os próprios gestos, “tirados dos meus filmes, das minhas atuações no palco, e copiado sem vergonha nenhuma. Um pedaço meu, no corpo de um estranho”. Acredita que Xavier a estudou e agora a representa para si mesma. Mas outra possibilidade se anuncia. Audição é um thriller psicológico sobre a invisibilidade e o desejo de ser visto. Com sua prosa cirúrgica, Kitamura demonstra que, assim como a ilusão de um personagem surge da meticulosidade dos gestos de um ator, da falsa coerência do eu surge a miragem daquilo que chamamos de mundo. O resultado é um romance magistral que esmiúça a construção de nossas identidades e o custo de manter as máscaras que escolhemos usar diante daqueles que mais amamos.

 
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