Ana Laura vai precisar de mais do que apenas talento: será preciso muita coragem para lidar com os fantasmas da vida adulta e muita determinação para mostrar sua voz para o mundo e conquistá-lo de vez.
A mudança para Curitiba nunca foi a primeira opção de Ana Laura, protagonista que tem o mesmo nome da autora de
Fantasma: Um romance que eu acho que vivi (
Intrínseca, 192 pp, R$ 58,40), Ana Laura Lopes. Deixar Belo Horizonte para trás parecia um pesadelo. Se afastar dos pais, do irmão e de sua gatinha só pareceu fazer sentido quando ela percebeu que essa era sua grande chance de realizar o sonho de ser cantora. Com a ajuda de uma empresária bem-sucedida na indústria da música, Ana começa a conhecer o passo a passo para se tornar uma estrela e é apresentada a pessoas que podem mudar sua vida. Não demora para seu caminho cruzar com o de Guilherme, o guitarrista lindo e tatuado que nunca tira o boné de aba reta. Ao se esbarrarem no estúdio de gravação e frequentarem os mesmos rolês, ele logo deixa de ser apenas um músico que ela segue nas redes sociais. Esse
crush parece prestes a se tornar algo mais, e Ana decide mergulhar de cabeça nessa história ― mesmo que (quase) tudo indique que não seja a melhor ideia. Entre os desafios do trabalho, as expectativas da família, a saudade das amigas e essa paixão avassaladora, Ana ainda precisa desbravar uma nova cidade e ter foco para não deixar seu sonho de lado. Ela só não esperava ter que lidar também com pesadelos estranhos, luzes se apagando do nada, portas batendo e o interfone tocando sozinho no meio da madrugada. Longe de casa, entre malas para desfazer em um apartamento do tamanho de uma caixa de fósforos, Ana vai precisar de mais do que apenas talento: será preciso muita coragem para lidar com os fantasmas da vida adulta e muita determinação para mostrar sua voz para o mundo. E conquistá-lo de vez.