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PublishNews 26/11/2018
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PublishNews, Redação, 26/11/2018

Em meio à crise das duas maiores redes de livrarias do Brasil – Saraiva e Cultura -, o Grupo Livrarias Curitiba, líder no segmento na região Sul do país, fala em crescimento. A estimativa é que o seu faturamento de 2018 cresça entre 5% e 7% em comparação com 2017. Nas comemorações dos seus 55 anos, completados na última sexta-feira (23), Marcos Pedri, anunciou a abertura da 30ª loja que ficará pronta em abril próximo, no Jockey Plaza, em Curitiba. Para reforçar as comemorações, a empresa entrou novamente no ranking das 500 Maiores do Sul, realizado pelo Instituto Amanhã e PwC. A partir da média ponderada entre Receita Líquida, Patrimônio Líquido e Resultado, o ranking reúne as maiores empresas  da Região.

PublishNews, Redação, 26/11/2018

O Podcast do PublishNews chegou nessa semana a sua edição de número 40! E para celebrar, uma novidade. A partir de agora, os episódios estão disponíveis também pelo Spotify. Na edição dessa semana, recebemos Anselmo Bortolin, CEO e fundador da Meta Brasil / UmLivro, para falar um pouco sobre a impressão por demanda (POD – do inglês Print on demand). “Muitas vezes, a editora vê como o seu principal custo o custo de impressão do livro, mas a gente sabe que isso é só a ponta do iceberg. Os grandes custos da editora estão submersos e não são levados em consideração. Todo esse cenário induz o editor a erros. A impressão por demanda pode minimizar isso e ajudar o editor a ser mais assertivo”, defendeu. Ele comentou ainda sobre a sua atual obsessão: acabar com o livro esgotado no Brasil. “O livro esgotado tem o seu mercado e um dos projetos da plataforma UmLivro é oferecer às editoras a possibilidade de ter todo o seu catálogo disponível, ou seja, a editora tem um título e não faz mais negócio com esse título porque ela pensa que, pelo modelo tradicional, vai ter que fazer algumas centenas de cópias e esperar vender. Será que o mercado ainda está demandando por esse livro? Será que é viável? Nesse modelo que a UmLivro propõe, qualquer livro é viável, já que ele só vai ser produzido e impresso, depois que alguém adquiri-lo e o bom é que, nesse caso, a editora não investe nada, não dispõe do seu fluxo de caixa para atender uma venda”, disse na entrevista. Anselmo participou ainda do giro de notícias que comentou o que foi destaque no nosso noticiário na semana passada. O Podcast do PublishNews é um oferecimento da Metabooks e do #coisadelivreiro. Clique no Leia Mais para ouvir a edição essa semana.

PublishNews, Redação, 26/11/2018

Neste final de semana, o Estadão publicou uma matéria sobre como o acordo com a Saraiva pode complicar a situação da Cultura. Segundo o texto, na última sexta, as editoras aceitaram adiar o recebimento de débitos antigos da Saraiva, mas exigiram garantias claras daqui para frente. Pelo acordo, todos os livros enviados à Saraiva deverão ser pagos à vista e um contrato parecido, com garantias claras de recebimento, é esperado também da Cultura. No entanto, um ponto dificultaria a construção de um entendimento: a situação de caixa da rede da família Herz, que não permitiria pagamentos imediatos de grande porte. Outra questão que pesaria contra a companhia seria o próprio acordo com a Saraiva. Já a coluna da Babel adiantou que a Balada Literária de 2019 irá homenagear Paulo Freire. No próximo ano, o evento acontecerá em setembro, de 4 a 8, para terminar no Dia Mundial da Alfabetização e irá também homenagear a Venezuela. Sobre a Black Friday, o livro foi o produto mais procurado pelos internautas. Segundo a matéria d'O Globo, no Twitter, tuítes em que houve associação do evento de compras a produtos, os livros dispararam na preferência do público, seguidos por roupas e eletrônicos. O levantamento, feito pela empresa de marketing de influência Airfluencers, fez a análise de 77.633 mil publicações no Twitter, no período entre 29 de setembro e 21 de novembro. Clique no Leia Mais para ter acesso à íntegra dessa nota.

PublishNews, Daniel Lameira*, 26/11/2018

Os últimos meses foram repletos de notícias, colunas e debates sobre o momento caótico do mercado de livros no Brasil. Apenas uma intervenção divina salvaria hoje Saraiva e Cultura do coma que se encontram, levando com elas a curto prazo 1/3 das vendas de livros do país. As duas empresas, que entraram no processo de recuperação judicial, são obrigadas agora a pagar novas negociações, mas só terão ao seu lado algumas editoras tratando-as com uma cautela mórbida; sabendo que apenas 1% das empresas no Brasil sai do processo recuperada. O que fazer nesse cenário? Os resultados imediatos já são os esperados, demissões, diminuição de lançamentos, tiragens menores (que resultam em preços de capa mais altos), aproximação e dependência maior de Amazon, Curitiba, Leitura e outras redes e multinacionais investindo na crise para colher mais tarde. Tudo isso somado a uma busca sôfrega por ideias e novidades que muitas vezes, até então, eram abafadas internamente nessas empresas. Se por um lado é bom ver o mercado reconhecendo a necessidade de sair da catatonia confortável, por outro é angustiante ver a falta de uma palavra-chave ser abordada com o peso e o respeito devido nessa cadeia: o leitor. Clique no Leia Mais e tenha acesso à íntegra deste artigo de Daniel Lameira.

PublishNews, Bruno Mendes, 26/11/2018

Como evitar erros previsíveis? Diante da atual crise estrutural dos modelos comerciais das grandes varejistas do livro no país, temos a oportunidade de debater novas perspectivas e resolver algo que já não nos parecia estar indo bem. Por isso, criei essa série de artigos em uma tentativa sincera de contribuir com soluções para o nosso mercado. A confiança sempre foi a base da relação entre autores, editoras e livreiros. Se observarmos o cotidiano da cadeia produtiva do livro, veremos que ela está presente na maior parte das nossas microrrelações. Esse arquétipo é dominante em mercados mais concentrados e com “pouco” volume transacional. O que fazer quando essa relação de confiança é quebrada inúmeras vezes? O cenário atual, que classificamos como crise, é definido pela perda de credibilidade e confiança por não cumprimento de acordos previamente estabelecidos com um grupo de relacionamento. As consequências reais deste evento são amplas e desgastantes para todos os envolvidos. Diante dos fatos amplamente discutidos e debatidos neste canal e fora dele, e pela notória previsibilidade dos fatos, é lógico e necessário que criemos um sistema mais inteligente e que garanta mais transparência transacional, sem a codependência dos costumes e da tradição como base. É aí que entra o blockchain. Mas o que é isso? Como funciona e como se aplica à realidade da indústria do livro? Clique no Leia Mais e confira o primeiro artigo da série Blockchain series – Por um mercado editorial mais transparente, de Bruno Mendes.

PublishNews, Gustavo Martins de Almeida, 26/11/2018

No último domingo (25) comemorou-se os 173 anos de nascimento do genial Eça de Queiroz. Embora nunca tenha vindo ao Brasil, suas ligações com o país são intensas, a começar pelo pai, o brasileiro José Maria d’Almeida Teixeira de Queiroz, que nasceu no Rio de Janeiro, em 1820, onde a família se refugiara, por ocasião da Revolução Liberal portuguesa. A obra de Eça gerou uma vasta e fiel cultura eciana no Brasil, a ponto de Monteiro Lobato cunhar o termo “ecite”; seria a mania de imitar o estilo do escritor português, no Brasil. Outro ponto de ligação com o país foi, já no fim da sua vida em Paris, a amizade com Olavo Bilac. Para celebrar a data e a sua importância para o direito autoral dou destaque a julgamento a respeito da obra de Eça no Supremo Tribunal Federal, ocorrido entre março e abril de 1964, localizado pelo signatário quase que por acaso. Após ser indagado pela competente jornalista Maria Fernanda Rodrigues, acerca de questão de domínio público sobre a obra de Graciliano Ramos, fui pesquisar o caso e deparei-me com decisão do plenário do STF sobre o ingresso da obra de Eça em domínio público no Brasil. Curiosos os caminhos da história, que convergem para a interseção pontual de personagens (ministros do STF, autor consagrado, editoras famosas), temas (direito autoral, mercado editorial e sucessão) e circunstâncias sociais singulares (Revolução de 1964, cassação de ministros, alteração de composição do STF), formando imagem única na linha do tempo. Clique no Leia Mais para entender o caso e todo o contexto em que ele esteve posto.

PublishNews, Redação, 26/11/2018

A Casa Educação abriu as inscrições para o MBA inédito em Edições de didáticos e sistema de ensino na versão EaD. O Brasil tem uma enorme produção anual de livros didáticos e de sistema de ensino, com uma produção de aproximadamente 400 milhões de exemplares físicos, sendo 200 milhões de livros didáticos. Atualmente o país tem em torno de 12 mil títulos ativos no mercado de livros didáticos, mas apesar do peso dessa indústria cultural e seu enorme potencial, a formação até agora foi autodidata, adquirida no exercício da profissão. O MBA em Edição de Didáticos e Sistema de Ensino da Casa Educação, com uma abordagem eminentemente prática, reproduz o processo editorial da maneira mais verdadeira possível desde a análise setorial até a publicação. O programa foi elaborado para contemplar as enormes transformações que o mercado editorial vem sofrendo nos últimos anos. O curso apresenta quatro módulos e será coordenado por Lauri Cericato, atual coordenador-geral dos Programas do Livro do FNDE, e Jiro Takahashi, mestre em linguística com anos de experiência em direção editorial. As aulas começam no dia 18 de março, sempre às segundas e quartas, das 19h às 21h40.

PublishNews, Redação, 26/11/2018

A Liga Brasileira de Editores (Libre) abriu um programa de padrinhos em que chama amigos do livro (leitores, editores, livreiros, etc) para colaborarem com a entidade que representa as editoras independentes brasileiras. A partir de R$ 10 mensais, os interessados podem apoiar as causas da Libre – a bibliodiversidade é a sua principal bandeira  -- e ganham vantagens que vão desde descontos na compra de livros das editoras associadas até brindes. “Apoiar a edição independente é central para a garantir de um debate democrático equilibrado”, defende Raquel Menezes, presidente da Libre. Quem quiser colaborar, basta clicar aqui.

“Acredito que a literatura seja uma forma de conhecimento e uma maneira de sair do seu lugar.”
Milton Hatoum
Escritor brasileiro
1.
A sutil arte de ligar o foda-se
2.
Descubra o seu destino
3.
As aventuras na Netoland com Luccas Neto
4.
Aprendizados
5.
O milagre da manhã
6.
Seja foda!
7.
O poder da ação
8.
Me poupe!
9.
Combate espiritual
10.
Crença Inabalável
 
PublishNews, Redação, 26/11/2018

Estreia literária do americano descendente de indígenas Tommy Orange, Lá não existe lá (Rocco, 304 pp, R$ 49,90 – Trad.: Ismar Tirelli) apresenta ao leitor uma narrativa inovadora sobre identidade, tradição e tragédia pelos olhos de 12 personagens, “índios urbanos” da Califórnia, cujas histórias vão convergir no Grande Powwow de Oakland, tradicional evento da cultura indígena que promove a integração por meio da música. Tony Loneman não vai perder o Grande Powwow: pretende assaltá-lo com uma arma impressa em 3D. Já Dane Oxendene estará lá para honrar a memória do tio, morto recentemente. Jacquie Red Feather parou de beber e pretende voltar a Okland durante o encontro. E Opal Viola Victoria Bear Shield vai ver o sobrinho Orvil apresentar pela primeira vez uma dança que aprendeu no YouTube. Feroz, bravo, engraçado e comovente, o primeiro livro de Tommy Orange é um retrato maravilhoso e arrebatador de uma América pouco retratada, a das comunidades indígenas urbanas contemporâneas, numa narrativa sobre violência e recuperação, família e perdas, identidade e poder.

PublishNews, Redação, 26/11/2018

Duas garotas de ascendência negra sonham em ser dançarinas — mas apenas uma delas, Tracey, tem talento. A outra, a narradora, tem ideias: sobre ritmo e identidade, sobre música e raça, sobre o que torna uma pessoa verdadeiramente livre. É uma amizade próxima, mas complicada, que termina abruptamente por volta dos vinte e poucos anos, para nunca mais ser revisitada, mas também nunca esquecida. Ritmo louco (Companhia das Letras, 528 pp, R$ 79,90 – Trad.: Daniel Galera) começa com a narradora voltando a Londres após ser demitida de seu emprego como assistente pessoal de uma cantora pop mundialmente famosa. Ao perambular pela cidade, a história do passado vai sendo revelada — e Tracey tem papel fundamental nela. Alternando entre estes dois tempos, o do presente e os anos 1980 e 1990, Zadie Smith cria um romance de formação que coloca em movimento reflexões profundas e atuais sobre cor, raça, gênero e, sobretudo, pertencimento.

PublishNews, Redação, 26/11/2018

Em O rei das sombras (Biblioteca Azul / Globo Livros, 272 pp, R$ 49,90 – Trad.: Bernardo Ajzenberg), Javier Cercas narra a busca pelo rastro perdido de um rapaz quase anônimo que lutou por uma causa injusta e morreu do lado errado da história. Seu nome era Manuel Mena e, em 1936, na explosão da Guerra Civil Espanhola, se juntou ao exército de Franco; dois anos depois, morreu em combate na batalha do Ebro, e durante décadas foi o herói de sua família. Manuel Mena era tio-avô de Cercas, que sempre relutou em investigar a história, até que se sentiu obrigado a fazê-lo. Quem foi Manuel Mena? Um herói fascista cuja memória é uma infâmia para o autor ou um jovem idealista que acabou por lutar do lado errado da guerra? O resultado dessa investigação é um romance cheio de emoção, que coloca o leitor diante de um dos principais temas da prosa de Cercas: a natureza radiante, multifacetada e misteriosa do heroísmo. Exploração ao mesmo tempo local e universal, pessoal e coletiva, O rei das sombras acaba sendo uma incomparável homenagem à mãe do autor e às cicatrizes incuráveis de toda uma geração.

 
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