
Serão cinco encontros, sempre às quintas-feiras, das 19h às 21h, e o curso sai por 695, que podem ser divididos em até cinco vezes sem juros no cartão de crédito. Autor de Enquanto os dentes (Todavia, 2017), Agora agora (Todavia, 2022) e Bailinho (Baião, 2023), Carlos Eduardo parte da ideia de que a escolha de quem conduz a narrativa é uma das decisões fundamentais da escrita de ficção.
“Se a gente está falando de escrever ficção, considero que a primeira escolha, das muitas que se devem fazer até o texto ficar pronto, e a mais importante, é a escolha de um bom narrador. É desejável que se tenha uma história interessante para contar, é ótimo que os personagens sejam fortes, mas, se a construção de quem conduz a coisa toda for equivocada, essa coisa não tem muita chance de vingar”, afirma ao PublishNews.
Ao longo das aulas, o escritor pretende discutir como a literatura brasileira contemporânea tem ampliado as possibilidades de narração. Para ele, nas últimas décadas, o trabalho com o ponto de vista se diversificou e passou a refletir melhor a complexidade da sociedade brasileira. Entre os caminhos que identifica estão narradores vindos das periferias, narrativas fragmentadas, polifonia e autoficção.
A musicalidade da escrita também estará no radar do escritor carioca. “Acho divertido tentar entender a musicalidade contida nas falas. Cada narrador tem o seu ritmo e isso conta muito, conta tudo”, diz ele.

Entre os livros que integram a programação estão Os imortais, de Paulliny Tort; Ressalga, de Bethânia Pires Amaro; Toda caixa-preta é laranja, de Jeovanna Vieira; O dono e o mal, de Bruno Ribeiro; e Aos pés da letra, de Gregório Duvivier. Todos escritores novos, que estão construindo agora os seus caminhos nas letras.
O professor diz que a cada encontro, trechos das obras servirão de ponto de partida para o debate e também para exercícios práticos de escrita. Ele cita ainda experiências narrativas de autores como Davi Boaventura, Geovani Martins, Elvira Vigna, Santiago Nazarian, Aline Bei, Carola Saavedra, Tatiana Salem Levy e Amara Moira.
Ao comentar Mônica vai jantar (Dublinense, 2019), de Boaventura, por exemplo, destaca o fluxo de consciência que atravessa o romance sem pontuação tradicional; em Via Ápia (Companhia das Letras, 2022), de Geovani Martins, chama atenção para a construção das oralidades.
As aulas serão realizadas pelo Google Meet e ficarão gravadas e disponíveis aos participantes por 60 dias depois do término do curso. A carga horária total é de 12 horas, com emissão de certificado. Interessou? Inscrições aqui!






