

Quando Céline Martin entrou para o Carmelo de Lisieux, na França, após a morte do pai, Luís Martin, levou na algibeira uma máquina fotográfica, presente dele. Artista que se dedicava também à pintura, ela passou a registrar a vida no convento e fez boa parte das fotografias de sua irmã mais nova, Thérèse Martin (1873-1897), que ficaria conhecida mundialmente como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face.
Mais de um século depois, parte desse acervo ajuda a contar a história da santa francesa e doutora da Igreja em Santa Teresinha de Lisieux: viver de amor (Paulus Editora), obra que reúne mais de 450 fotografias históricas, muitas delas raras e cuidadosamente restauradas, que acompanham diferentes momentos da trajetória de Santa Teresinha. O livro chega ao Brasil no ano em que a Paulus completa 95 anos de atuação.
Escrito pelo padre carmelita descalço francês Didier-Marie Golay, com a colaboração de uma equipe extensa ligada ao Carmelo e ao Santuário de Lisieux e a outras instituições, o livro percorre toda a vida de Teresinha, da infância aos anos no convento, e permite observar também o contexto histórico e social em que viveu. A maior parte das fotografias pertence ao Carmelo de Lisieux, onde três irmãs de Teresinha continuaram vivendo por muitos anos após a sua morte.

Há ainda imagens pertencentes à Província de Paris dos Carmelitas Descalços e, em menor número, aos santuários de Lisieux e Alençon. Entre os registros considerados raros estão fotografias de personagens que costumam permanecer à margem das obras dedicadas à santa, como seus avós, sua ama de leite, tios e primos. São registros pouco conhecidos mesmo entre os devotos da santa.
As imagens feitas por Céline revelam também aspectos da vida cotidiana no Carmelo no fim do século XIX. Ao lado da oração e do trabalho, aparecem momentos de convivência e confraternização entre as religiosas. O teatro, por exemplo, fazia parte dessa rotina: as freiras encenavam peças de temática católica, algumas escritas pela própria Teresinha. Já as fotografias da infância, em menor número, foram feitas por um fotógrafo profissional.
A coleção vai além dos retratos. Viver de amor reúne registros da família, documentos, textos, pinturas e outros objetos produzidos por Teresinha e suas irmãs, além de fotografias dos Buissonnets, residência da família Martin em Lisieux. Organizado em quatro períodos da vida da religiosa, o livro intercala a narrativa com encartes dedicados às obras, à geografia, ao contexto histórico, aos santos e aos diferentes personagens de sua trajetória.
A edição brasileira é uma tradução da obra Sainte Thérèse de Lisieux: Vivre d’amour, publicada na França pelas Éditions du Cerf. A Paulus manteve a diagramação da edição original, cuja direção artística é de Michèle Fraudreau. Os textos foram traduzidos para o português por Tiago José Risi Leme, também coordenador de revisão da editora, e a diagramação brasileira ficou sob a responsabilidade de Victória Eduardo.
Com formato de 21 x 27 cm e 320 páginas em papel couché fosco, a edição brasileira teve tiragem inicial de cinco mil exemplares e preço de capa de R$ 149. O projeto gráfico guarda ainda uma surpresa sensorial: a parte interna da capa exala um leve perfume de rosas.
*Este artigo é um publieditorial do Studio PN. Para saber como ver a notícia da sua empresa aqui, escreva para Brisa Espinheira no e-mail comercial@publishnews.com.br com o assunto "Publieditorial".






