
O escritor, ensaísta e professor universitário Felipe Charbel lança Lacunas: Sobre amar os livros que não lemos (Relicário), com seis ensaios que investigam como a vida ganha forma a partir das leituras que fazemos e também daquelas que permanecem apenas como promessa. Na obra, ele reflete sobre a identidade construída em torno dos livros, com pitadas de memória e desejo.
O lançamento será realizado no sábado, dia 27 de junho, às 16h, na Janela Livraria (Rua General Glicério, 324, em Laranjeiras — Rio de Janeiro / RJ), com conversa entre o autor e a escritora Ieda Magri, mediada pela jornalista e escritora Claudia Lamego.
O autor parte de uma ideia simples e poderosa: um leitor não é formado apenas pelos livros que leu, mas também pelos que pretende ler, abandonou pelo caminho ou jamais abrirá. A partir dessa biblioteca imaginária, o autor explora a relação entre literatura e vida, propondo que a memória se constrói tanto pelas presenças quanto pelas ausências.
“Às vezes uma leitura é capaz de abrir um túnel no cimento do cotidiano, permitindo que o passado ganhe forma de um jeito inesperado”, afirma Charbel, no material de divulgação.
Conhecido por transitar entre o ensaio, a memória, o diário e a reflexão crítica, Felipe Charbel é autor dos romances Saia da frente do meu sol (2023) e Janelas irreais (2018), além dos livros de ensaios Dia após dia após dia – ler e escrever diários (2025) e Timoneiros: retórica, prudência e história em Maquiavel e Guicciardini (2010).
Em Lacunas, ele aprofunda uma investigação presente em sua obra: a forma como os livros, lidos ou não, ajudam a moldar a experiência de estar no mundo. O projeto gráfico assinado por Ana C. Bahia também dialoga com o tema. A tipografia da capa remete a lombadas de livros, enquanto os espaços vazios entre as letras reproduzem visualmente as lacunas que sustentam qualquer biblioteca, transformando o design em uma extensão do argumento do livro.






