
Sessenta anos após a publicação de Contra a interpretação, um dos ensaios mais influentes da crítica literária do século XX, a obra de Susan Sontag (1933-2004) será o centro da Jornada Susan Sontag: De olhos bem abertos, a ser realizada nos dias 8 e 15 de agosto, em dois lugares emblemáticos da capital paulista: o Museu Judaico de São Paulo (Rua Martinho Prado, 128, na Bela Vista) e na Biblioteca Mário de Andrade (Rua da Consolação, 94, na Consolação).
Com curadoria da jornalista e pesquisadora Gabriela Longman, a programação reúne escritores, pesquisadores, jornalistas e artistas para discutir a permanência do pensamento da intelectual norte-americana em temas como literatura, fotografia, estética, feminismo, política, direitos civis e conflitos internacionais.
"A figura polivalente de Susan Sontag segue inspirando diferentes gerações. Ela recusava as amarras do ambiente acadêmico e transitava entre a imprensa, as editoras e o meio artístico e cultural", afirma Gabriela Longman, no release distribuído entre os jornalistas.
O primeiro encontro, no Museu Judaico de São Paulo, será aberto pela curadora e terá mesas dedicadas aos 60 anos de Contra a interpretação, à crítica feminista, à estética camp, ao luto, à amizade e à fotografia, com participações de Paulo Roberto Pires, Lígia Gonçalves Diniz, Renan Quinalha, Ana Rüsche e Daniele Queiroz.
No dia 15 de agosto, a Biblioteca Mário de Andrade receberá debates sobre a atuação de Sontag como testemunha de alguns dos principais conflitos do século XX. Flavia Marreiro, Simonetta Persichetti e Leão Serva abordarão as viagens da autora a Cuba, ao Vietnã e a Sarajevo, além de sua reflexão sobre fotografia e cultura da imagem.
A programação será encerrada com Processo Aberto: Esperando em Sarajevo, encontro em que Gabriela Longman, Mika Lins e Nicole Cordery vão apresentar, pela primeira vez, a pesquisa e o processo de criação de um espetáculo inspirado na montagem de Esperando Godot, dirigida por Sontag durante o cerco de Sarajevo, em 1993.
Os encontros são gratuitos. As atividades realizadas no Museu Judaico exigem retirada prévia de ingressos, enquanto as mesas da Biblioteca Mário de Andrade terão entrada livre, sujeita à lotação.
PROGRAMAÇÃO:
Dia 8 de agosto | Museu Judaico de São Paulo
Abertura às 10h - Das atualidades possíveis de Susan Sontag - com Gabriela Longman
Das 10h30 às 12h - A ESCRITA COMO “VONTADE RADICAL"
A arte do ensaio: os 60 anos de ‘Contra a interpretação’ - com Paulo Roberto Pires
Apaixonada, moralista e esteta: Sontag e a crítica feminista - com Lígia Gonçalves Diniz:
Das 14h às 16h - EXCESSO, ARTIFÍCIO, METÁFORA
Desejos entre aspas: Sontag e a revolução Camp - com Renan Quinalha
Conselhos de escrita sobre o luto e sobre a amizade - com Ana Rüsche
Sobre a fotografia, ainda - com Daniele Queiroz
Dia 15 de agosto | Biblioteca Mário de Andrade
Das 10h às 13h - SONTAG: TESTEMUNHA DO SÉCULO 20
Cuba e Vietnã. Sontag em meio à guerra fria - com Flavia Marreiro
A cultura da imagem em Sontag - com Simonetta Persichetti
Susan, Sarajevo e as imagens de guerra - com Leão Serva
Das 14h30 às 16h - PROCESSO ABERTO: “ESPERANDO EM SARAJEVO”
Com Gabriela Longman, Mika Lins e Nicole Cordery






