O pensamento inquieto de Susan Sontag ganha jornada em São Paulo
PublishNews, Redação, 30/07/2026
Museu Judaico de São Paulo e Biblioteca Mário de Andrade recebem programa dedicado à escritora e ensaísta norte-americana, nos 60 anos de 'Contra a interpretação'

Susan Sontag © Divulgação
Susan Sontag © Divulgação

Sessenta anos após a publicação de Contra a interpretação, um dos ensaios mais influentes da crítica literária do século XX, a obra de Susan Sontag (1933-2004) será o centro da Jornada Susan Sontag: De olhos bem abertos, a ser realizada nos dias 8 e 15 de agosto, em dois lugares emblemáticos da capital paulista: o Museu Judaico de São Paulo (Rua Martinho Prado, 128, na Bela Vista) e na Biblioteca Mário de Andrade (Rua da Consolação, 94, na Consolação).

Com curadoria da jornalista e pesquisadora Gabriela Longman, a programação reúne escritores, pesquisadores, jornalistas e artistas para discutir a permanência do pensamento da intelectual norte-americana em temas como literatura, fotografia, estética, feminismo, política, direitos civis e conflitos internacionais.

"A figura polivalente de Susan Sontag segue inspirando diferentes gerações. Ela recusava as amarras do ambiente acadêmico e transitava entre a imprensa, as editoras e o meio artístico e cultural", afirma Gabriela Longman, no release distribuído entre os jornalistas.

O primeiro encontro, no Museu Judaico de São Paulo, será aberto pela curadora e terá mesas dedicadas aos 60 anos de Contra a interpretação, à crítica feminista, à estética camp, ao luto, à amizade e à fotografia, com participações de Paulo Roberto Pires, Lígia Gonçalves Diniz, Renan Quinalha, Ana Rüsche e Daniele Queiroz.

No dia 15 de agosto, a Biblioteca Mário de Andrade receberá debates sobre a atuação de Sontag como testemunha de alguns dos principais conflitos do século XX. Flavia Marreiro, Simonetta Persichetti e Leão Serva abordarão as viagens da autora a Cuba, ao Vietnã e a Sarajevo, além de sua reflexão sobre fotografia e cultura da imagem.

A programação será encerrada com Processo Aberto: Esperando em Sarajevo, encontro em que Gabriela Longman, Mika Lins e Nicole Cordery vão apresentar, pela primeira vez, a pesquisa e o processo de criação de um espetáculo inspirado na montagem de Esperando Godot, dirigida por Sontag durante o cerco de Sarajevo, em 1993.

Os encontros são gratuitos. As atividades realizadas no Museu Judaico exigem retirada prévia de ingressos, enquanto as mesas da Biblioteca Mário de Andrade terão entrada livre, sujeita à lotação.


PROGRAMAÇÃO:

Dia 8 de agosto | Museu Judaico de São Paulo

Abertura às 10h - Das atualidades possíveis de Susan Sontag - com Gabriela Longman

Das 10h30 às 12h - A ESCRITA COMO “VONTADE RADICAL"

A arte do ensaio: os 60 anos de ‘Contra a interpretação’ - com Paulo Roberto Pires

Apaixonada, moralista e esteta: Sontag e a crítica feminista - com Lígia Gonçalves Diniz:

Das 14h às 16h - EXCESSO, ARTIFÍCIO, METÁFORA

Desejos entre aspas: Sontag e a revolução Camp - com Renan Quinalha

Conselhos de escrita sobre o luto e sobre a amizade - com Ana Rüsche

Sobre a fotografia, ainda - com Daniele Queiroz


Dia 15 de agosto | Biblioteca Mário de Andrade

Das 10h às 13h - SONTAG: TESTEMUNHA DO SÉCULO 20

Cuba e Vietnã. Sontag em meio à guerra fria - com Flavia Marreiro

A cultura da imagem em Sontag - com Simonetta Persichetti

Susan, Sarajevo e as imagens de guerra - com Leão Serva

Das 14h30 às 16h - PROCESSO ABERTO: “ESPERANDO EM SARAJEVO”

Com Gabriela Longman, Mika Lins e Nicole Cordery

[30/07/2026 11:01:43]