
O Skeelo formalizou uma parceria inédita com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para oferecer conteúdos gratuitos em múltiplos formatos e idiomas, incluindo línguas indígenas brasileiras. A cerimônia de assinatura do projeto Promoção da Diversidade Linguística e Inclusão Digital por meio de Livros Digitais e Audiobooks ocorreu em Brasília (DF), com a presença de representantes da Unesco no Brasil e da empresa — que também celebrou recentemente os bons números do mercado digital no Panorama do Consumo de Livros no Brasil.
A parceria está inserida no contexto dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), 10 (Redução das Desigualdades) e 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes) das Nações Unidas (ONU) — ao contribuir para democratizar o acesso à informação, valorizar o multilinguismo e a diversidade cultural por meio do ambiente digital, transformando-o em um espaço inclusivo e plural. A iniciativa também dialoga com os princípios da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022–2032).
Rafael Lunes, cofundador e Vice-Presidente de Relações Institucionais do Skeelo, explica que a parceria busca reduzir barreiras econômicas e tecnológicas ao acesso à leitura, estimulando hábitos de leitura digital e fortalecendo o direito humano à informação. “O Skeelo é uma plataforma de livros digitais que combina tecnologia e responsabilidade social. Por meio da parceria com a Unesco, queremos contribuir ainda mais para reduzir desigualdades sociais e regionais, ampliando as oportunidades de aprendizado, informação e conhecimento e promovendo a diversidade linguística", pontua Lunes.
“A Unesco reconhece que os livros vão muito além das histórias – eles são uma fonte de criatividade, aprendizagem e transformação social. Promover o acesso equitativo, gratuito e inclusivo à leitura e à informação é uma prioridade para a Organização. Nesse sentido, celebramos com alegria o projeto Promoção da Diversidade Linguística e Inclusão Digital por meio de Livros Digitais e Audiobooks, desenvolvido em parceria com o Skeelo. A iniciativa, que amplia as oportunidades de acesso a conteúdos de qualidade, também está alinhada aos princípios da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032), ao promover o multilinguismo e valorizar a diversidade cultural como elementos essenciais do desenvolvimento sustentável”, afirma a Diretora e Representante da Unesco no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.
Panorama do Consumo
A pesquisa Panorama do Consumo de Livros 2025, divulgada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e realizada pela Nielsen BookData, registrou o avanço do uso de celulares para o consumo de livros digitais, que chegou a 48,2%, contra 46,7% no ano anterior. Nesse período, outro destaque é o crescimento do consumo de audiolivros entre os leitores de livros digitais, de 22% para 24%, no comparativo entre 2024 e 2025.
O estudo, que analisa o perfil e os hábitos de compra dos consumidores de livros e ouviu 16 mil entrevistados em todo o Brasil, também indicou que o mercado de livros digitais se concentra em torno de três grandes players que detêm cerca de 85% das compras, entre eles o Skeelo.
Em nota ao PN, Rodrigo Meinberg, cofundador e CEO do Skeelo, aponta que o acesso aos livros digitais por meio dos celulares desempenha um importante papel. “O mercado de livros digitais está passando pela mesma transformação que a música e o vídeo passaram. Não é mais sobre quem tem o maior catálogo, mas sobre quem consegue chegar até o usuário de forma simples e recorrente”, pondera o executivo.
“Durante décadas, o acesso ao livro no Brasil foi muito limitado pela infraestrutura física. Hoje, o celular resolve esse problema e a distribuição das obras torna-se protagonista. A leitura deixa de depender de livrarias e passa a estar disponível na palma da mão de qualquer pessoa”, diz Meinberg.
Embora 35% dos entrevistados que se declaram “não consumidores” de livros continuem apontando o preço como um fator limitante, o crescimento do mercado indica que o principal entrave pode não estar no custo, mas sim na forma como o livro chega ao consumidor. “Quando o livro chega ao usuário sem esforço e o preço deixa de ser o principal problema, a leitura vira um hábito recorrente. O que sempre faltou no Brasil foi distribuição eficiente, não interesse por leitura”, sentencia o CEO.






