
A parceria inclui as marcas Kindle e Audible, que já estiveram presentes na edição anterior, segundo também o portal Livres Hebdo. De acordo com os organizadores, a Amazon passa a ocupar o mesmo nível de patrocínio da marca de canetas Pilot, abaixo do Centre National du Livre (CNL) e da Île-de-France. A empresa terá um único estande sob a bandeira "Amazon Kindle Audible", informaram os organizadores.
"A gigante americana não é amiga dos livros”, afirmou o SLF no comunicado. De acordo com a entidade, a empresa "desestabiliza o ecossistema do livro" e busca “inundar o mercado com livros falsos gerados por IA, promovidos por avaliações falsas, escritas por leitores falsos [e que sobem] ao topo de rankings falsos”. O SLF também criticou o Sindicato Nacional da Edição (Syndicat National de l’Edition) e sua subsidiária responsável pela organização do festival.
Um porta-voz da Amazon França destacou que a empresa já participou do evento anteriormente. Neste ano, no entanto, ela figura como parceira oficial, e não apenas como expositora, como ocorreu em edições passadas. O representante citou as justificativas do diretor Frédéric Duval para a parceria, publicadas no site da companhia em 10 de fevereiro. “Em um momento em que a leitura está em declínio, o Festival do Livro de Paris é uma oportunidade valiosa de troca de ideias dentro do setor e com os leitores, a fim de reavivar o gosto pela leitura”, argumentou.






