Rio2C 2026 vai se perguntar: como gerar sentido em meio ao ruído?
PublishNews, Redação, 03/03/2026
Programação reúne nomes do audiovisual, da música e da moda, além de reforçar os eixos Writer’s Room, StoryVillage e as rodadas de negócios para o setor editorial

Rio2C © Divulgação / Filmart
Rio2C © Divulgação / Filmart
Em um momento em que a inteligência artificial acelera a produção de conteúdo e a informação se multiplica em escala inédita, o Rio2C 2026 propõe uma pergunta central: como gerar sentido em meio ao ruído? Sob o tema Code of meaning (código de sentido), a oitava edição do maior encontro de criatividade da América Latina será realizada entre os dias 26 e 31 de maio, na Cidade das Artes (Av. das Américas, 5.300, na Barra da Tijuca — Rio de Janeiro / RJ), reunindo criadores, executivos e agentes públicos em torno da economia criativa, com atenção especial às narrativas e ao mercado de propriedade intelectual.

Com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, o evento consolida a sua dimensão internacional e amplia o diálogo entre audiovisual, literatura, música, tecnologia e moda. A edição anterior reuniu mais de 55 mil pessoas, 2.088 palestrantes de 39 países e 21 palcos simultâneos, além de rodadas de negócios que movimentam centenas de milhões de reais e impactam diretamente cadeias como a editorial.

“Vivemos um momento em que a tecnologia avança mais rápido do que a nossa capacidade coletiva de refletir sobre os seus impactos. Nunca tivemos acesso a tanta informação e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil encontrar sentido. Em uma era de algoritmos e IA generativa, o maior diferencial humano continua sendo a capacidade de imaginar e atribuir significado. O Rio2C propõe esse espaço de reflexão, onde criadores e pensadores ajudam a sociedade a compreender o que realmente importa — porque criar hoje é, acima de tudo, assumir responsabilidade sobre o mundo que estamos ajudando a construir”, afirma Rafael Lazarini, idealizador do evento e fundador da produtora Da20, em release enviado à imprensa.

Literatura, roteiros e propriedade intelectual

Para o setor do livro, dois eixos ganham especial relevância: o StoryVillage e o Writer’s Room. Com 450 lugares, o StoryVillage parte do princípio de que toda indústria criativa começa com uma boa história. O espaço recebe debates sobre formatos narrativos, adaptação e novos modelos de distribuição.

Entre os destaques estão o produtor e roteirista Adam Chase, conhecido por seu trabalho em Friends, e Javier Gómez Santander, roteirista de La casa de papel, discutindo construção de personagens e engajamento global. Roteirista da série A Imperatriz (Netflix) e vencedora do Emmy Internacional de melhor série dramática, Katharina Eyssen abordará o poder das narrativas históricas para discutir identidade, gênero, poder e memória coletiva.

No Writer’s Room, dedicado a roteiros e desenvolvimento de projetos, participam nomes como a escritora Thalita Rebouças, debatendo os desafios da escrita em um ambiente de multitelas, e a jornalista e autora Daniela Arbex, referência em narrativas de não ficção. A presença desses nomes reforça o papel do evento como ponte entre literatura, audiovisual e mercado de adaptação.

O eixo de Mercado inclui rodadas de negócios, pitchings e premiações que contemplam projetos nas áreas audiovisual, musical e editorial. Escritores e produtoras apresentam propostas a players nacionais e internacionais, ampliando a circulação de propriedades intelectuais brasileiras.

Programação transversal

Com 21 palcos, o evento distribui sua programação entre GlobalStage, StoryVillage, Writer’s Room, Arts&Crafts, House of Brands, Soundbeats e outros espaços temáticos. Entre os confirmados estão nomes como Fábio Porchat, Zeca Pagodinho, Alcione, João Gomes, Robin Givhan, Tony Archibong e Letícia Bufoni, além de executivos de grandes plataformas e representantes do mercado internacional.

A estrutura se divide em quatro grandes momentos: os Summits (segunda-feira, 26 de maio), a Conferência e o Mercado (terça-feira, 27, a quinta-feira, 29) e a Festivalia (sexta-feira, 30, e sábado, 31), quando o evento se abre a estudantes e ao público geral com workshops, masterclasses e atividades formativas.

Ao colocar a pergunta “por que e para quem criamos?” no centro do debate, o Rio2C 2026 transforma a noção de inovação em responsabilidade cultural. Para o mercado editorial, a mensagem é clara: em um ambiente dominado por algoritmos, a força da narrativa e da autoria segue sendo o principal diferencial competitivo.

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[03/03/2026 09:07:02]