
Com patrocínio da Petrobras e do Governo Federal, o evento consolida a sua dimensão internacional e amplia o diálogo entre audiovisual, literatura, música, tecnologia e moda. A edição anterior reuniu mais de 55 mil pessoas, 2.088 palestrantes de 39 países e 21 palcos simultâneos, além de rodadas de negócios que movimentam centenas de milhões de reais e impactam diretamente cadeias como a editorial.
“Vivemos um momento em que a tecnologia avança mais rápido do que a nossa capacidade coletiva de refletir sobre os seus impactos. Nunca tivemos acesso a tanta informação e, paradoxalmente, nunca foi tão difícil encontrar sentido. Em uma era de algoritmos e IA generativa, o maior diferencial humano continua sendo a capacidade de imaginar e atribuir significado. O Rio2C propõe esse espaço de reflexão, onde criadores e pensadores ajudam a sociedade a compreender o que realmente importa — porque criar hoje é, acima de tudo, assumir responsabilidade sobre o mundo que estamos ajudando a construir”, afirma Rafael Lazarini, idealizador do evento e fundador da produtora Da20, em release enviado à imprensa.
Literatura, roteiros e propriedade intelectual
Para o setor do livro, dois eixos ganham especial relevância: o StoryVillage e o Writer’s Room. Com 450 lugares, o StoryVillage parte do princípio de que toda indústria criativa começa com uma boa história. O espaço recebe debates sobre formatos narrativos, adaptação e novos modelos de distribuição.
Entre os destaques estão o produtor e roteirista Adam Chase, conhecido por seu trabalho em Friends, e Javier Gómez Santander, roteirista de La casa de papel, discutindo construção de personagens e engajamento global. Roteirista da série A Imperatriz (Netflix) e vencedora do Emmy Internacional de melhor série dramática, Katharina Eyssen abordará o poder das narrativas históricas para discutir identidade, gênero, poder e memória coletiva.
No Writer’s Room, dedicado a roteiros e desenvolvimento de projetos, participam nomes como a escritora Thalita Rebouças, debatendo os desafios da escrita em um ambiente de multitelas, e a jornalista e autora Daniela Arbex, referência em narrativas de não ficção. A presença desses nomes reforça o papel do evento como ponte entre literatura, audiovisual e mercado de adaptação.
O eixo de Mercado inclui rodadas de negócios, pitchings e premiações que contemplam projetos nas áreas audiovisual, musical e editorial. Escritores e produtoras apresentam propostas a players nacionais e internacionais, ampliando a circulação de propriedades intelectuais brasileiras.
Programação transversal
Com 21 palcos, o evento distribui sua programação entre GlobalStage, StoryVillage, Writer’s Room, Arts&Crafts, House of Brands, Soundbeats e outros espaços temáticos. Entre os confirmados estão nomes como Fábio Porchat, Zeca Pagodinho, Alcione, João Gomes, Robin Givhan, Tony Archibong e Letícia Bufoni, além de executivos de grandes plataformas e representantes do mercado internacional.
A estrutura se divide em quatro grandes momentos: os Summits (segunda-feira, 26 de maio), a Conferência e o Mercado (terça-feira, 27, a quinta-feira, 29) e a Festivalia (sexta-feira, 30, e sábado, 31), quando o evento se abre a estudantes e ao público geral com workshops, masterclasses e atividades formativas.
Ao colocar a pergunta “por que e para quem criamos?” no centro do debate, o Rio2C 2026 transforma a noção de inovação em responsabilidade cultural. Para o mercado editorial, a mensagem é clara: em um ambiente dominado por algoritmos, a força da narrativa e da autoria segue sendo o principal diferencial competitivo.
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