
Publicado em 1956, o livro de João Guimarães Rosa (1908-1967), que aparece aqui com a capa de sua primeira edição, permanece como um dos marcos da literatura mundial, ao transformar o sertão em território de invenção verbal, reflexão filosófica e tensão política. Sete décadas depois, a obra segue provocando leitores e tradutores ao redor do mundo.
A mesa Traduzir o sertão, biografar o gênio: 70 anos de Grande sertão: veredas vai reunir dois estudiosos centrais para compreender a dimensão contemporânea do romance: a tradutora Alison Entrekin e o biógrafo Leonêncio Nossa.
Responsável pela nova versão em inglês do livro, prevista para 2027 com o título Vastlands: The Crossing, Alison falará sobre os desafios de recriar em outra língua a arquitetura verbal rosiana. Ela já traduziu autores como Clarice Lispector e Paulo Lins, e foi reconhecida com prêmios como o New South Wales Premier’s Translation Prize e o Australasian Association of Writing Programs Translators Prize.
Já o jornalista e historiador Leonêncio Nossa, autor de uma recente biografia de Guimarães Rosa publicada pela Nova Fronteira e Topbooks, abordará a construção pública do escritor e os caminhos de circulação de sua obra no Brasil e no exterior. A mediação será do professor e cocurador do festival, Sérgio Montero.
Além da homenagem ao clássico de Rosa, a edição de 2026 da Flipoços propõe diálogos sobre escrita de si, memória, identidade, literatura e moda, festivais literários e movimentos contemporâneos da cena literária brasileira.






