Veja documentários e uma entrevista de Orides Fontela
PublishNews, Redação, 10/02/2026
No site oficial da poeta foram compiladas​ algumas produções audiovisuais que contribuem para o entendimento de sua obra pouco conhecida, atualmente publicada no Brasil pela Editora Hedra

Orides Fontela e Jô Soares, no programa 'Jô Soares Onze e Meia' do SBT, em 1996 | © Reprodução do Youtube
Orides Fontela e Jô Soares, no programa 'Jô Soares Onze e Meia' do SBT, em 1996 | © Reprodução do Youtube
A poeta Orides Fontela foi anunciada nesta terça-feira (10) como a homenageada da próxima edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que será realizada entre os dias 22 e 26 de junho de 2026, na cidade fluminense. Apesar de ter uma excelente acolhida crítica — nomes como Antonio Candido e Davi Arrigucci Jr. reconheceram a excelência de seu trabalho enquanto a poeta ainda era viva —, Fontela não é tão conhecida fora do circuito literário. Mais recentemente, a sua poesia tem circulado nas redes sociais, em páginas de poesia contemporânea — sua influência sobre o trabalho de poetas do século 21 também é reconhecida e celebrada. No site oficial da poeta, foram compiladas algumas produções audiovisuais que contribuem para o entendimento de sua obra (atualmente publicada no Brasil pela Editora Hedra). Todas estão disponíveis para visualização no Youtube.

Em 1996, por conta do sucesso de Teia, foi entrevistada por Jô Soares em uma de suas raras aparições na televisão aberta brasileira.

No ano 2000, a TV Cultura exibiu o documentário A um passo do pássaro, média-metragem dirigido por Ivan Marques que traz Orides recitando alguns de seus poemas e alguns críticos comentando sua obra.

Em 2018, foi lançado o longa-metragem Orides, onde ninguém mais. Produzido pela Unifae São João da Boa Vista e dirigido por David Ribeiro, o documentário conta com depoimentos de amigos, familiares e pesquisadores do legado da poeta, entre eles o biógrafo de Orides, Gustavo de Castro, e amigos próximos.

A produção do filme visitou lugares onde Fontela morou, resgatou documentos, e também um dos seus últimos poemas, ainda inédito. O longa-metragem foi produzido ao longo de dois anos, com locações em São João da Boa Vista, Campos do Jordão, São Paulo, Campinas e Poços de Caldas. Além de elementos do documentário, o filme adota recursos da ficção para abordar memórias, curiosidades e angústias da personagem. O longa-metragem contou com a participação de 12 atores, com destaque para Anna Cláudia Zanetti, que interpretou Orides, e Diego Fracari no papel do pai da poeta, Álvaro Fontela.

Orides, onde ninguém mais integra o projeto História Viva da Unifae, iniciado em 2016, com a criação do Memorial Orides Fontela, onde estão depositadas as cinzas da escritora. Em 2024, o Memorial foi transferido para a sede da Academia de Letras de São João da Boa Vista. A produção venceu, em 2019, o Prêmio Nuevas Miradas en la Television – Mejor de Producción TV Universitaria Latinoamericana, que é organizado e promovido pela Universidade de Quilmes, na Argentina.

Biografia de Orides Fontela (segundo o site oficial):

Orides de Lourdes Teixeira Fontela nasceu em 1940 em São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Filha de Álvaro Fontela, operário, e de Laurinda Teixeira Fontela, dona de casa, exerceu o magistério no ensino pré-primário.

Foi revelada pelo crítico e conterrâneo Davi Arrigucci Jr., que leu alguns de seus primeiros poemas no jornal local O Município, aproximação decisiva para sua estreia em livro com Transposição. Mudou-se em 1966 para São Paulo e graduou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP).

Reconhecida desde o início de sua carreira literária por críticos e professores como Antonio Candido e Marilena Chaui, publicou cinco livros de poesia: Transposição (1969), Helianto (1973), Alba (1983), Rosácea (1986) e Teia (1996). Em 1988, seus quatro livros de poesia foram reunidos no volume Trevo, publicado pela Livraria Duas Cidades na Coleção Claro Enigma. Em 2015, a Editora Hedra lançou um volume com sua poesia completa.

Orides morreu em novembro de 1998, no sanatório de Campos do Jordão (SP), em decorrência de uma tuberculose.


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