Novo prêmio literário europeu entra na reta final com anúncio do vencedor em Paris
PublishNews, Redação, 26/01/2026
Dos cinco finalistas, dois autores já são conhecidos pelos leitores brasileiros: A poeta Cecile Coulon e o autor italiano Sandro Veronesi, cujos livros foram tema de diversos clubes de leitura no país

Os vencedores do novo prêmio literário europeu da Fundação Robert de Sorbon serão anunciados nesta semana. A informação foi divulgada pela repórter Lora Lemaréchal, no Livres Hebdo. Criado em novembro de 2025, o prêmio tem valor de € 10.000 (cerca de R$ 62 mil) e será concedido a um romancista europeu que escreva em francês ou tenha sua obra traduzida para o idioma.

A lista dos cinco autores finalistas reúne nomes consagrados e diferentes vozes da literatura europeia contemporânea:

Cécile Coulon — Le visage de la nuit (L’Iconoclaste)

Marie-Hélène Lafon — Campeã hors (Buchet Chastel)

Hadrien Laroche — La mort clandestine (Seuil)

Florent Oiseau — Ma gloire (Gallimard)

Sandro Veronesi — Septembre Noir (Grasset)

Dos cinco finalistas, apenas dois foram traduzidos para o português: Cécile Coulon chegou aos leitores brasileiros no livro Espinhos (Les ronces), que venceu o Prêmio Apollinaire em 2018 foi publicado no Brasil em edição bilíngue pela Isto Edições, 2022; e Sandro Veronesi, que vem causando furor por onde os seus livros O colibri e Setembro negro passam, ambos traduzidos para o português pela Editora Autêntica.

Para a editora Rafaela Lamas, da Autêntica, "o Prêmio Robert de Sorbon aponta para um entendimento da literatura como espaço de imaginação ética e de elaboração do tempo presente. Essa perspectiva encontra ressonância direta na obra de Sandro Veronesi, cuja trajetória, já amplamente reconhecida, tem sido marcada por uma fidelidade radical ao gesto de narrar, fazendo do autor um dos mais vigorosos contadores de histórias da literatura contemporânea europeia e mundial, eu diria".

Rafaela está na torcida pelo autor que revelou aos leitores brasileiros. Ela afirma que "Setembro negro é um belo exemplo desta trajetória: um texto contido, preciso, profundamente humano, que fala de um verão decisivo e, ao mesmo tempo, de tudo aquilo que nos forma ao longo de uma vida. Vemos aqui um livro que reafirma a ficção como um lugar privilegiado para pensar o mundo e a vida não por meio de respostas, mas de histórias que permanecem".

O vencedor será anunciado durante a cerimônia de premiação que ocorre na quinta-feira (29), às 19h30, na Maison de la Poésie, em Paris. Na ocasião, trechos dos cinco romances finalistas serão lidos no palco por Éric Ruf, na presença de Cécile Ladjali, presidente do júri, e dos jurados Pascal Dusapin, Isabelle Giordano, Carole Martinez, Dieudonné Niangouna, Makenzy Orcel, Véronique Ovaldé, Léonor de Récondo, Thomas B. Reverdy e Heinz Wismann.

“A Fundação Robert de Sorbon decidiu premiar o vencedor com um cheque de € 10.000 devido ao seu compromisso com a literatura”, explica Jean-François Bensahel, presidente da fundação. O autor premiado se comprometerá a apoiar a instituição por um ano, participando, entre outras atividades, de três eventos culturais.


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