
Sediada na Bahia e reconhecida por suas publicações realizadas de forma artesanal e costuradas à mão, a Arpillera segue um modelo editorial que não cobra pela publicação. A casa remunera autoras e autores com 20% de direitos autorais sobre o preço de capa, referentes aos exemplares vendidos pela editora.
Parte da identidade visual da Arpillera está em publicar livros artesanais com costuras manuais expostas, pensados como objetos artísticos. Por esse motivo, a seleção da empresa leva em conta não apenas a qualidade do texto, mas também o potencial da obra para dialogar com o formato artesanal. Para garantir essa coerência, a editora solicita que os interessados conheçam previamente seu catálogo e universo visual.
A chamada contempla livros de poemas, contos, crônicas, pequenos romances, juvenis e literatura para as infâncias, desde que completos e com até 100 páginas. Não serão avaliadas obras biográficas ou de não ficção nesta edição.
Os originais devem ser enviados exclusivamente pelo formulário, em arquivo Word, configurado em página A5, fonte Times New Roman, tamanho 12, espaçamento 1,5. Cada pessoa poderá enviar apenas um manuscrito. Não serão aceitos trechos, resumos ou arquivos fora do padrão de formatação. A editora prioriza obras de mulheres, pessoas LGBTQIAP+, negras, indígenas e pessoas com deficiência, incentivando que essas informações constem na inscrição quando pertinente.
“Acreditamos em livros que nascem das mãos, do afeto e da história de cada autora e autor. Publicar de forma artesanal é também reafirmar que a literatura precisa de tempo, cuidado e escuta. Abrir uma chamada de originais é, para nós, criar uma ponte: queremos encontrar obras que habitem esse gesto artesanal e que sigam costurando novas vozes no mundo”, afirma Yara Fers, editora e fundadora da Editora Arpillera.






