Afetividade como ferramenta de resistência
PublishNews, Redação, 15/04/2025
Livro discute as nuances das interseccionalidades que atravessam a juventude negra brasileira e o papel central do afeto

Neste estudo, Stephanie Pereira de Lima responde questões ao investigar o que ocorre nas universidades brasileiras com a crescente entrada de jovens negros, impulsionada pelas políticas de cotas. Partindo de narrativas pessoais, a autora analisa como a vivência universitária se transforma em espaço de militância e produção de conhecimento, e como a construção de laços afetivos fortalece a luta antirracista. A afetividade, nesse contexto, mais que resposta emocional, é uma ferramenta de ação política e de fortalecimento da identidade negra. E é por meio dela que estudantes criam redes de apoio e resistência enquanto enfrentam desafios de pertencimento e solidão, consolidando uma verdadeira revolução – nas universidades, nos movimentos sociais e dentro das famílias. Juventude negra e a revolução dos afetos (Autêntica, 144 pp, R$ 49,80) é essencial para compreender as nuances das interseccionalidades que atravessam a juventude negra brasileira e o papel central do afeto na luta por justiça social e igualdade.

[15/04/2025 07:00:00]