Apanhadão: Justiça manda recolher livro de Ricardo Lísias
PublishNews, Redação, 16/03/2020
E mais: morre o acadêmico Affonso Arinos de Mello Franco, Cogna registra a sua marca Vasta na Nasdaq e Leiturinha passa a publicar obras originais

A Justiça mandou recolher o livro Diário da cadeia, de Ricardo Lísias, que assinou como Eduardo Cunha (pseudônimo). A juíza Ledir Dias de Araújo, da 13ª Vara Cível do Rio de Janeiro, deu ganho de causa ao ex-deputado Eduardo Cunha e determinou que a Record, editora que publicou o volume, e o autor devem pagar indenização de R$ 30 mil a título de dano moral. A decisão determina ainda o recolhimento das cópias em todas as livrarias do país em até 60 dias. Lísias disse que vai recorrer.

No Valor Econômico, o destaque foi para a Cogna (ex-Kroton), que protocolou o registro da Vasta, sua subsidiária de serviços educacionais, na Nasdaq. De acordo com o jornal, a empresa dona das marcas Ática e Scipione planeja levantar entre R$ 1,6 e R$ 2 bilhões por 20% do capital da subsidiária. Caso consiga atingir essas quantias, a empresa será avaliada em cerca de US$ 2 bilhões. O jornal trouxe ainda o resultado de um estudo realizado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) que detectou o potencial de abertura de mais de 18,2 mil lojas varejistas ao longo desse ano. O único ramo com saldo negativo, segundo o levantamento, é o de livrarias e papelaria. A pesquisa estima o fechamento de 108 unidades deste segmento.

A coluna Painel das Letras deu destaque para dois grandes nomes da literatura argentina prestes a aparecer nas livrarias brasileiras. A Relicário adquiriu os direitos de três títulos da poeta Alejandra Pizarnik: Extração da loucura (1968), O inferno musical (1971) e um terceiro volume com a prosa completa da autora. Os dois primeiros títulos ganharão tradução de Davis Dinis e chegarão às livrarias em edição bilíngue. Já o terceiro volume ganhará tradução de Paloma Vidal e Nina Rizzi. Além de textos em prosa poética, o livro trará relatos, dramaturgia, artigos, ensaios, resenhas, prólogos e reportagens produzidas por Pizarnik.

Já a Companhia das Letras comprou os direitos de Las invitadas, volume de contos de Silvina Ocampo publicado originalmente em 1961. É um dos principais livros da autora, que circulava no meio de escritores ligados à lendária revista Sur, como Bioy Casares, com quem era casada, e Jorge Luis Borges. A tradução será de Livia Deorsola.

A Folha destacou também a morte do acadêmico Affonso Arinos de Mello Franco. O escritor, diplomata e político ocupava a cadeira de número 17 da Academia Brasileira de Letras. O enterro acontece logo mais, às 13h, no Mausoléu da ABL e não haverá velório como medida preventiva contra a covid-19. O imortal tinha 89 anos e morreu em decorrência de problemas respiratórios.

Na coluna da Babel, a notícia de que o Leiturinha, maior clube de livros infantis do Brasil, irá publicar obras originais. O plano é distribuir 12 originais por ano. Segundo a coluna, os novos volumes não serão vendidos em livrarias tradicionais, mas existe o plano de comercializá-los em sua loja virtual. Alexandre Rampazo já prepara o livro O mistério do Rino Sério, de Fernando Nuno, com ilustrações dele. O Leiturinha também conta com autores como Nelson Cruz, Anna Claudia Ramos, Marilda Castanha, Silvana Sarleno, Gilles Eduar e Vanessa Prezot.

Ainda na coluna, o prelo das editoras: Grua comprou os direitos de Home fire, livro de Kamila Shamsie, que foi semifinalista do Booker Prize em 2017 e venceu o Women’s Prize em 2018, e prepara o lançamento de Dying for ideas – The dangerous lives of the philosophers, de Costica Bradatan. Já o autor André Vianco assinou contrato com a Planeta. Ele irá lançar 40 Luas pelo selo Minotauro.

Aproveitando o tema do novo Coronavírus, o Estadão fez uma seleção de livros que narraram epidemias. Estão na lista obras como Eu sou a lenda, de Richard Matheson; Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago e Oryx e Crake, de Margaret Atwood.


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[16/03/2020 11:00:00]